Bons Pesadelos...
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5 de abril de 2016
A Wikipedia da Annora Petrova
A Wikipedia da Annora Petrova é um mistério pq ela previu alguns eventos futuros da vida dela e a coisa ficou estranha demais no final...
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31 de janeiro de 2016
obaid
Tem 6 minutos para ver uma Mágica?
Eu DUVIDO vc seguir esse video até o final.
Tem Coragem?
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Tem Coragem?
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2 de dezembro de 2015
A verdade sobre a BIC
Você conhece a Caneta BIC? Claro!
Veja porque elas estão sempre perto de você
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30 de novembro de 2015
Turma da Mônica
Seriam os personagens da Turma da Monica a representação de uma criança só?
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19 de novembro de 2015
Bob Esponja e os 7 Pecados Capitais
No DVD do Bob Esponja o criador afirma que se inspirou nos pecados capitais para fazer a personalidade dos personagens. Será que bate?
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10 de dezembro de 2014
SCP – 1981
A muito tempo não trago um SCP aqui, quem lembra do SCP-087 ?
Item: #SCP – 1981
Classificação do objeto: Seguro
Procedimentos de Contenção Especial: SCP-1981 deve ser mantido em um local seguro de vídeo no arquivo de mídia da área .... Durante o uso, SCP-1981 não deve ser retirado de sua proteção ou ser exposto a nenhuma fonte magnética forte. Um sistema de Video System da Betamax e uma televisão analógica foram disponibilizados na sala de observação 02, na área ..., assim como os equipamentos de gravação.
Descrição: SCP-1981 é uma fita Betamax padrão. ‘’Ronald Reagan Cortado Enquanto Discursava’’ foi escrito a mão, em um adesivo, com caneta. Análises de laboratório indicavam que a SCP-1981 era feita de material comum, e os números de fábrica correspondiam a fitas cassetes produzidas em 1980. SCP-1981 foi encontrada inicialmente por um responsável pelos arquivos do Ronald Reagan Presidential Library em 1991, que ao assistir a fita, alertou a polícia, com o intento de achar o criador por acusações de obscenidade. Uma investigação de baixo nível foi conduzida pela polícia, até um ponto que a fundação foi alertada e pegou a fita.
Amnésicos (remédios para indução de amnésia) de Classe A foram administrados antes que ... fosse notificado. Investigações futuras mostraram que não foram achados traços da origem da SCP-1981
A fita parece ser uma gravação caseira do antigo presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, fazendo seu discurso do ‘’Império do Mal’’ para a Associação de Evangélicos no Sheraton Twin Towers Hotel, em Orlando, Flórida, em 8/3/1983. No entanto, em 1 minuto e 10 segundos, o discurso começa a divagar de forma pesada, não se parecendo com nenhum discurso antes feito por Reagan. Começando em, aproximadamente 5 minutos, múltiplas incisões, lacerações e feridas de penetração podem ser vistas, sendo feitas lentamente, mas sem nenhuma indicação da fonte dessas feridas. Mesmo com as múltiplas feridas que incapacitariam uma pessoa normal, Reagan continuava a dar seu discurso até suas cordas vocais serem totalmente arruinadas ou até a fita ir a estática, em 22:34 min.
Mesmo rebobinando a SCP-1981 e iniciando o playback da fita, Reagan faria um discurso totalmente diferente ao anterior, algumas vezes mais radical que o outro. Os tópicos incluíam tortura, estupro de crianças e rituais de sacrifício. E os traumas causados em no presidente também se mostravam divergentes, com ele sendo empalado, mutilação genital e ..., sendo todas observadas. Em uma das reproduções, é possível ver uma figura vestida de roupas pretas e um capuz cônico, que foi substituído por um dos membros de imprensa de Ronald, mais pra frente chamado de SCP-1981-1. A importância da aparição dele ainda é um mistério.
Os discursos feitos por Reagan eram muita das vezes, incoerentes e sem a mínima estrutura, e fortemente compostas por anedotas e parábolas. Mas ocasionalmente, ele fazia referências a eventos futuros, nos quais ele não poderia saber, como os ataques de 11 de Setembro, o resultado das eleições russas de 2008 e .... Por isso, tempo e esforços rigorosos foram feitos para gravar cada playback da fita. No entanto, múltiplas tentativas de gravar a fita em outra fita Betamax resultaram em falha, mas câmeras conseguiram gravar os playbacks individuais. Qualquer observação feitas e gravadas da SCP-1981, devem ser entregues para o Dr. B(censurado), supervisor do projeto.
Anos de interferência magnética danificaram seriamente a qualidade de sinal da SCP-1981, dificultando a busca por informação dos playbacks. Além disso, a natureza pesada das mutilações feitas em Reagan foram descritas como ‘’Extremamente perturbadoras’’, e por isso é recomendado que qualquer funcionário se sentindo doente após o playback deve visitar a área de psiquiatria para uma avaliação de nível 3.
Como Reagan estava vivo no tempo da recuperação do SCP-1981, uma rede de segurança foi criada para eliminar todas as ligações entre o presidente e a fita. Nenhuma ligação existente foi encontrada, porém, Reagan frequentemente reclamava de pesadelos antes do seu estado mental se degradar por completo.
Transmissões:
00:17:24 - Reagan: A renovação dos valores tradicionais que têm sido os tendões de força deste país. Uma pesquisa recente realizada por um pesquisador com sede em Washington concluiu que os americanos eram muito mais dispostos a participar de canibalismo do que eles têm nos últimos cem anos. América é uma nação que não vai sofrer abominações de ânimo leve. Sete. E esse é o núcleo do despertar. Doze. Dezoito. Vamos parar al-Qaeda. Agora lá vai você de novo.
00:18:02 - Reagan: Pela primeira vez, subiram, e vejo que estão sendo consumidos. Eu vejo círculos que não são círculos. Milhares de milhões de almas mortas dentro de contenção. Apesar de ter comido o tecido moral do país, transformando corações em imundície. Eu sou de um nível acima do reino humano. O que é que deu? Um sorriso falso que condena toda uma nação.
00:18:43 - Não há esperança.
00:18:59 - [Aplausos]
00:19:15 - [Reagan estremece as costas, como se estivesse sentindo dor severa. Vários novas lacerações começam a se manifestar em toda cavidade ocular, bem como furos que aparecem para penetrar testa e têmporas. Restante do braço esquerdo está agora cortado.]
00:19:59 - Reagan: Mais consenso provou que mais da metade de todos os americanos, eu ainda odeio. Comido por todo vazio. O vazio. A tristeza. A escuridão. A escuridão.
00:20:30 - [Risos continua até que o sinal se degrada em estática]
-------------------------
00:12:32 - Reagan: Eu fui para as siderúrgicas do Alasca, e os campos de milho de Nebraska. Eu vi os escritórios abandonados do Google queimar com as janelas tapadas e os funcionários dentro deles. Eu vi as casas onde eles cortam-se os pequenos bebês. De costa a costa brilhando eu tenho andado vazio para baixo babando caminho A carne em decomposição de falsa moralidade envenenando nossos filhos. Eu já estive no topo da montanha de terra ganancioso, olhando para o nosso belo poço piedoso, a rebentar com as vastas mãos de desamparo. E você sabia que o que eu vi?
00:13:57 - Inferno
00:14:20 - [A platéia explode em riso]
00:14:32 - [voz abafada pode ser ouvida por trás da câmera]
00:14:45 - Reagan: Agora lá vai você de novo!
00:14:52 - [Risos procede a reduzir]
00:15:00 - Reagan: Mas realmente agora, vivemos em uma época feliz. Este é um momento feliz. O tempo está do nosso lado. Um ponto em nove economiza tempo.
00:15:40 - Não são as suas verdades e há minhas verdades. Há conhecidos, desconhecidos conhecidos e desconhecidos . Alguns deles são na platéia agora mesmo!
00:16:02 - [Nesta fase, as feridas infligidas ao pescoço de Reagan parecem ser tão graves que não podem mais suportar a cabeça. Discurso degenera em gargalhos como Reagan violentamente se empurra para a frente, a coluna que está sendo cortada de forma limpa e a cabeça só sendo vagamente ligada ao corpo por fios de tecido muscular. Corpo permanece assim pelos próximos três minutos, e continua o gesto como se a coluna vertebral fosse ser retirada da cavidade do pescoço, antes de finalmente entrar em colapso. Fita degrada em estática a 22:34]
------------------------
Na ultima transmissão apareceu apenas uma imagem e depois uma mensagem ficou congelada
Texto original do SCP
Traduzido pelo TheSilentWrite
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Item: #SCP – 1981
Classificação do objeto: Seguro
Procedimentos de Contenção Especial: SCP-1981 deve ser mantido em um local seguro de vídeo no arquivo de mídia da área .... Durante o uso, SCP-1981 não deve ser retirado de sua proteção ou ser exposto a nenhuma fonte magnética forte. Um sistema de Video System da Betamax e uma televisão analógica foram disponibilizados na sala de observação 02, na área ..., assim como os equipamentos de gravação.
Descrição: SCP-1981 é uma fita Betamax padrão. ‘’Ronald Reagan Cortado Enquanto Discursava’’ foi escrito a mão, em um adesivo, com caneta. Análises de laboratório indicavam que a SCP-1981 era feita de material comum, e os números de fábrica correspondiam a fitas cassetes produzidas em 1980. SCP-1981 foi encontrada inicialmente por um responsável pelos arquivos do Ronald Reagan Presidential Library em 1991, que ao assistir a fita, alertou a polícia, com o intento de achar o criador por acusações de obscenidade. Uma investigação de baixo nível foi conduzida pela polícia, até um ponto que a fundação foi alertada e pegou a fita.
Amnésicos (remédios para indução de amnésia) de Classe A foram administrados antes que ... fosse notificado. Investigações futuras mostraram que não foram achados traços da origem da SCP-1981
A fita parece ser uma gravação caseira do antigo presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, fazendo seu discurso do ‘’Império do Mal’’ para a Associação de Evangélicos no Sheraton Twin Towers Hotel, em Orlando, Flórida, em 8/3/1983. No entanto, em 1 minuto e 10 segundos, o discurso começa a divagar de forma pesada, não se parecendo com nenhum discurso antes feito por Reagan. Começando em, aproximadamente 5 minutos, múltiplas incisões, lacerações e feridas de penetração podem ser vistas, sendo feitas lentamente, mas sem nenhuma indicação da fonte dessas feridas. Mesmo com as múltiplas feridas que incapacitariam uma pessoa normal, Reagan continuava a dar seu discurso até suas cordas vocais serem totalmente arruinadas ou até a fita ir a estática, em 22:34 min.
Mesmo rebobinando a SCP-1981 e iniciando o playback da fita, Reagan faria um discurso totalmente diferente ao anterior, algumas vezes mais radical que o outro. Os tópicos incluíam tortura, estupro de crianças e rituais de sacrifício. E os traumas causados em no presidente também se mostravam divergentes, com ele sendo empalado, mutilação genital e ..., sendo todas observadas. Em uma das reproduções, é possível ver uma figura vestida de roupas pretas e um capuz cônico, que foi substituído por um dos membros de imprensa de Ronald, mais pra frente chamado de SCP-1981-1. A importância da aparição dele ainda é um mistério.
Os discursos feitos por Reagan eram muita das vezes, incoerentes e sem a mínima estrutura, e fortemente compostas por anedotas e parábolas. Mas ocasionalmente, ele fazia referências a eventos futuros, nos quais ele não poderia saber, como os ataques de 11 de Setembro, o resultado das eleições russas de 2008 e .... Por isso, tempo e esforços rigorosos foram feitos para gravar cada playback da fita. No entanto, múltiplas tentativas de gravar a fita em outra fita Betamax resultaram em falha, mas câmeras conseguiram gravar os playbacks individuais. Qualquer observação feitas e gravadas da SCP-1981, devem ser entregues para o Dr. B(censurado), supervisor do projeto.
Anos de interferência magnética danificaram seriamente a qualidade de sinal da SCP-1981, dificultando a busca por informação dos playbacks. Além disso, a natureza pesada das mutilações feitas em Reagan foram descritas como ‘’Extremamente perturbadoras’’, e por isso é recomendado que qualquer funcionário se sentindo doente após o playback deve visitar a área de psiquiatria para uma avaliação de nível 3.
Como Reagan estava vivo no tempo da recuperação do SCP-1981, uma rede de segurança foi criada para eliminar todas as ligações entre o presidente e a fita. Nenhuma ligação existente foi encontrada, porém, Reagan frequentemente reclamava de pesadelos antes do seu estado mental se degradar por completo.
Transmissões:
00:17:24 - Reagan: A renovação dos valores tradicionais que têm sido os tendões de força deste país. Uma pesquisa recente realizada por um pesquisador com sede em Washington concluiu que os americanos eram muito mais dispostos a participar de canibalismo do que eles têm nos últimos cem anos. América é uma nação que não vai sofrer abominações de ânimo leve. Sete. E esse é o núcleo do despertar. Doze. Dezoito. Vamos parar al-Qaeda. Agora lá vai você de novo.
00:18:02 - Reagan: Pela primeira vez, subiram, e vejo que estão sendo consumidos. Eu vejo círculos que não são círculos. Milhares de milhões de almas mortas dentro de contenção. Apesar de ter comido o tecido moral do país, transformando corações em imundície. Eu sou de um nível acima do reino humano. O que é que deu? Um sorriso falso que condena toda uma nação.
00:18:43 - Não há esperança.
00:18:59 - [Aplausos]
00:19:15 - [Reagan estremece as costas, como se estivesse sentindo dor severa. Vários novas lacerações começam a se manifestar em toda cavidade ocular, bem como furos que aparecem para penetrar testa e têmporas. Restante do braço esquerdo está agora cortado.]
00:19:59 - Reagan: Mais consenso provou que mais da metade de todos os americanos, eu ainda odeio. Comido por todo vazio. O vazio. A tristeza. A escuridão. A escuridão.
00:20:30 - [Risos continua até que o sinal se degrada em estática]
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00:12:32 - Reagan: Eu fui para as siderúrgicas do Alasca, e os campos de milho de Nebraska. Eu vi os escritórios abandonados do Google queimar com as janelas tapadas e os funcionários dentro deles. Eu vi as casas onde eles cortam-se os pequenos bebês. De costa a costa brilhando eu tenho andado vazio para baixo babando caminho
00:13:57 - Inferno
00:14:20 - [A platéia explode em riso]
00:14:32 - [voz abafada pode ser ouvida por trás da câmera]
00:14:45 - Reagan: Agora lá vai você de novo!
00:14:52 - [Risos procede a reduzir]
00:15:00 - Reagan: Mas realmente agora, vivemos em uma época feliz. Este é um momento feliz. O tempo está do nosso lado.
00:16:02 - [Nesta fase, as feridas infligidas ao pescoço de Reagan parecem ser tão graves que não podem mais suportar a cabeça. Discurso degenera em gargalhos como Reagan violentamente se empurra para a frente, a coluna que está sendo cortada de forma limpa e a cabeça só sendo vagamente ligada ao corpo por fios de tecido muscular. Corpo permanece assim pelos próximos três minutos, e continua o gesto como se a coluna vertebral fosse ser retirada da cavidade do pescoço, antes de finalmente entrar em colapso. Fita degrada em estática a 22:34]
8 de dezembro de 2014
Groupie - Marilyn Manson
Marilyn Manson é um dos músicos mais controversos do mundo, e já vendeu mais de 50 milhões de discos. Ele ficou famoso nos anos 90 com seu disco Antichrist Superstar onde ele afirmou que era o Anticristo. Com seu comportamento chocante dentro e fora dos palcos ele foi muito atacado pela mídia que afirmava que ele era prejudicial para crianças.
Manson produziu alguns vídeos perturbadores na internet. Em 2011, ele colaborou junto com o ator Shia LaBeouf para fazer um filme chamado "Born Villain", o qual dizem conter imagens chocantes e violentas. De qualquer modo, o vídeo mais controverso atribuído ao Marilyn Manson se chama Groupie.
Groupie é uma fita perdida do Marilyn Manson foi gravada pela banda durante a turnê Antichrist Superstar (1996-1998). Marilyn Manson decidiu gravar um curta metragem e fez uma festa convidando uma fã, essa fita mostra a fã sendo torturada pelo Marilyn e pelo Twiggy (Jeordie White). De acordo com a história. a gravação foi feita em uma câmera de mão e mostra Manson mandando a groupie fazer várias coisas. O filme começa com Marilyn dizendo aos seus convidados que a garota será filmada. Quando ela chega, a festa toma um caminho estranho. Depois de algum tempo, a garota é ordenada a fazer uma série de coisas, incluindo tomar um copo de urina com o tecladista Stephen Bier. A fita fica escura enquanto Manson amarra a mulher e zomba dela. A medida que o vídeo passa, os membros da festa ficam inquietos e não fica claro se os eventos são encenados ou não. O vídeo envolve tortura, armas e derramamento de sangue.
Oficialmente, existem apenas 3 pessoas que viram o vídeo, os quais incluem Manson, Tony Ciulla e Andy Dick.
Tony Ciulla é o empresário do Marilyn Manson e pediu pra ele esconder a fita com medo dela arruinar sua carreira e até manda-lo para cadeia.
De qualquer modo, evidências do vídeo podem ser encontradas no VHS Dead to the World onde uma cena obscura de uma mulher amarrada pode ser vista. Durante a cena, Marilyn pode ser ouvido dizendo para a garota a frase "Jesus me ama porque a Bíblia diz isso." A gravação pode ter vindo do Groupie.
Esse VHS é o show da turne Antichrist Superstar e também mostra várias outras cenas controversas de bastidores. Curiosamente ele nunca foi convertido pra DVD, apesar do VHS ainda ser vendido pela Amazon.
Veja aqui o pedaço em que aparece uma garota gritando e amarrada no Dead to the World:
Groupie não pode ser encontrado, mas o Dead to the World aparece sempre no YouTube.
Bons Pesadelos...
26 de novembro de 2014
A teoria sobre a Satan's Sphinx
Eu ouvi falar sobre a Satan's Sphinx, de um amigo do Facebook. Ele me disse que esteve na internet durante 2 meses em 2009, então foi retirado do ar pelo governo. Foi retirado do mecanismo de busca do Google, todos os artigos do Wikipedia e vídeos do Youtube também foram retirados. Eu não sei por que o governo iria se importar com tal coisa. Depois eu perguntei para o meu amigo no Facebook, o que tinha tão de errado com essa tal de Satan's Sphinx, mas ele não tinha muito conhecimento sobre isso, mas ele me deu um e-mail de um outro amigo dele estava por dentro do assunto de cospirações paranormais.
Meu amigo disse que ele tinha conhecimento do vídeo e de outras coisas similares.
Eu enviei um e-mail para ele dizendo “Você sabe algo sobre a Satan's Sphinx?” Eu esperei ele responder, e depois de algumas horas ele me disse: “Sim”. Então eu o respondi perguntando “Você poderia me contar algo sobre isso?” e então ele me respondeu:
“A Satan's Sphinx é um vídeo que era e ainda é usado pelo governo. A gravação foi upada há 3 anos atrás por um usuário anônimo em alguns fóruns e no Youtube. Essas gravações foram retiradas da internet completamente pelo governo, pois causava suicídios, histeria, insanidade e abuso próprio. O vídeo contém conteúdo repugnante, que pode causar sede de sangue, levar a pessoa que o ver ao estado de choque e depois, ao suicídio.”
Então perguntei para ele “Você viu o vídeo?” Ele me respondeu isso:
“Sim, para ser honesto, eu vi. O vídeo em si contém gritos e mais gritos que podem te deixar surdo se o volume estiver acima de 45%. Então cenas de mortes e muito sangue vão de um lado para o outro muito rapidamente. Os seus olhos mal conseguem acompanhar a velocidade e a intensidade das imagens que aparecem. Então começam sussurros em uma linguagem sem o menor nexo, como se um humano estivesse tremendo e sussurrando em sua orelha. Depois de um minuto, os gritos ficam mais e mais intensos, enquanto as imagens, ficam mais e mais rápidas. A tela fica em um tom de sépia e monocromático, piscando constantemente.
Os sussurros ficam cada vez mais rápidos e mais irritantes. é como se você quisesse parar de ver o vídeo, mas não conseguisse parar de assistir, pois você entrou em estado de choque e descrença. Há uma razão para esse vídeo ser retirado do ar, era horripilante. Mas havia algo a mais. Era mais aterrorizante que qualquer filme de terror que você já viu na sua vida, e era bem curto também. 3 minutos e 49 segundos de duração para ser exato. Quando eu assisti, eu fiquei aterrorizado. Eu não queria assistir tudo. Mas quando eu terminei, eu estava assustado. As imagens, os gritos, estavam todos implantados no meu cérebro. Eu não conseguia esquecer. Eu me senti deprimido por dias depois de ter assistido o video. Eu me senti sozinho por alguma razão desconhecida. Eu tive pesadelos durante toda noite por duas semanas. Era horrível, eu queria me matar. Eu quase cometi suícidio um dia, quase. Mas aqui estou eu, e isso é tudo o que eu me lembro, é só isso?” Eu respondi: “Sim, obrigado.” Então ele não me respondeu mais.
Era como se escrever esse e-mail tivesse sido um momento pessoal para ele. Após ler esse e-mail, parecia que era um inferno assistir esse vídeo. E foi assim para todos que assistiram? Eu procurei depois por curiosidade. Eu achei um título “Gravação Original da Satan's Sphinx”. Eu cliquei, mas então deu o famoso erro “404 Não foi possível encontrar.”
O que eu pergunto para vocês é o seguinte: Vocês acreditam em algo assim? Qual a sua opinião?
Eu procurei o video original e a cópia, mas não encontrei nada...
Bons Pesadelos...
18 de novembro de 2014
Eu costumava não ter medo...
Filmes de terror nunca me assustaram de verdade. Livros de terror não tinham nenhum efeito. Casas mal-assombradas não faziam sentido. Eu nunca fui uma criança que cobria o rosto com o cobertor para dormir, ou mantinha o abajur aceso a noite. Quando eu era pequena eu nunca senti necessidade de rastejar até a cama de minha mãe por causa de um pesadelo. Pra começo de conversa, eu nunca tive muitos pesadelos, e os poucos que eu tive, nem poderiam ser considera-los “pesadelos”.
Eu simplesmente nunca tive medo do que se escondia na noite. O sistema de segurança de nossa casa mantinha o verdadeiro “perigo”, humanos com intenções obscuras, bem longe, assim como nosso Rottweiler, que tinha o lindo nome de Assassino. E além de nossos muros, bem, quem poderia temer algo em uma comunidade branca de classe alta? Eu vivi a vida toda dentro de uma bolha de plástico, sem saber o que era medo.
Então por que motivo eu teria medo do escuro?
Até esse momento eu não tinha. Eu via como algo infantil e sem lógica. Obviamente, eu não me sinto mais desta forma. Estou escrevendo isso para avisar você, pois agora é muito tarde pra mim. Eu sei disso agora, e isso me trouxe uma certa calma... Quando eu terminar de te avisar você, tudo vai estar acabado. Então me perdoe se eu estou falando demais... Eu aproveitei a vida um pouco mais do que eu estou disposta a admitir.
Tudo começou com algo que eu achei ser um vírus. Eu tinha sido direcionada para um vídeo chamado "Meninas e Meninos Saem para brincar." Soava bastante inofensivo. Eu achava que era um filme de estudantes de arte, na verdade. A pessoa que tinha me passado o link prometeu que era muito bom. Valia a pena assistir. Eu não consigo lembrar do vídeo. A única coisa que me lembro era a sensação que ele me trouxe. Não era medo, mas era bem perto disso. Era muito desconfortável, eu estava nervosa. E também fiquei vagamente enjoada.
Daí em diante as coisas só ficaram piores. O papel de parede do meu computador tinha mudado para uma foto de uma jovem mulher com um olhar perturbador, me fitando como se fosse de um abismo negro.
Todo o momento então, e com frequência crescendo a cada dia, barulhos estranhos eram emitidos do meu computador, mesmo quando o som não estava ligado. Gritos, risadas estranhas, rangidos...
No momento, eu estava irritada; o medo não haviam me atingido ainda. Então, rostos começaram a "pular" na tela, tipo esses programas ridículos que aparecem rosto gritando que costumavam a assustar meus amigos no ensino médio. Mas era diferente. Eles pareciam reais. Eram rostos de mortos; e eles tinham tido mortes violentas. Eu queria dizer que eu parei de usar meu computador, mas eu não podia. Meu trabalho necessitava que eu usasse meu computador frequentemente. O que eu devia fazer? Não havia mais nenhum computador disponível pra mim. Eu até tentei levar em algum lugar o computador para retirar o vírus, mas ninguém pode me ajudar. Diziam que não havia vírus algum. Falaram que meu computador estava bem.
Mas a coisa só piorava. Os rostos não estavam só aparecendo; eles ficavam. E com aqueles olhos horríveis, apodrecidos, eles prendiam meu olhar. Eu não conseguia desviar o olhar deles e de seus terríveis sorrisos provocantes. E...Meu Deus, o cheiro. Meu computador sempre tinha um cheiro vago de morte em volta dele.
Eu pensei que estava ficando louca. Eu pensei que talvez alguém estivesse zoando comigo. As pessoas na loja onde tentei reparar o computador não faziam ídeia do que estavam falando. Algo estava errado,e eu sabia que tinha concertado. Então, eu comprei um computador novo. Tudo estava legal por um tempo, mas tudo voltou, e com força total. Agora haviam vozes. Agora havia gritos. Agora, os rostos apodrecidos mostravam também os malditos corpos. Eu podia ver cada larva, cada mosca, cada espacinho com pus... E eles estavam me chamando. Falando que em breve, muito em breve, eu estaria me juntado a eles. Eles estavam com muita raiva que eu tinha tentado me livrar deles, e agora me fariam pagar.
Eu não sabia o que fazer. Ignorar o problema não estava funcionando. Eu pensei que era culpa de meus colegas de trabalho. Talvez isso tivesse vindo com um e-mail que eles tivessem me mandando? Eu nunca pensei ser o vídeo. Nem por um segundo. Depois de tudo, isso não era lógico.
Eu estava no fundo do poço. Hoje, eu despluguei o computador e comecei a empacotar. Eu iria sair de férias, limpar minha cabeça, e rezar que tudo voltasse ao normal. A algum minutos atrás eu percebi que eu não iria. A eletricidade caiu, e pela primeira vez na minha vida, eu senti medo de verdade. Eu não tinha ideia que em alguns momentos, eu me tornaria entorpecida. Eu cambaleei pela casa, procurando por uma lanterna, quando eu vi que algo ainda estava produzindo luz.
O computador.
O computador desplugado estava ligado, e a mulher no papel de parede estava se movendo. Acenando pra mim. Eu não pude controlar minhas pernas. Sentei-me em frente dela do outro lado do quarto com a escuridão em minha volta. E então a mulher, como todas as outras imagens que eu havia visto antes, começou a apodrecer. A cena toda apodreceu, e depois a tela ficou preta. E sem luz, sem um meio de ver meu reflexo, eu a "vi" no escuro atrás de mim por um breve momento, uma faca ensanguentada e enferrujada na mão. O computador voltou à vida , e meu papel de parede tinha retornado.
Mas eu sei que não acabou ainda.
Então eu decidi vir aqui. Eu sei que vocês gostam de ficar assustados, certo? Bem, ouça isso de alguém que só recentemente descobriu o medo: Nem sempre vale a pena, e nem tudo é divertido e um jogo. Claro, você provavelmente não vai acreditar em mim. Por que deveria?
É o seguinte... Eu não fui totalmente honesta com você. Não havia vídeo algum. Era uma história. Uma história parecida com essa, com uma um enredo um pouco diferente e talvez com uma melhor narrativa. Eu sei que vocês gostam de histórias que dão um bom medo. Provavelmente é por isso que você começou ler a minha.
Agora que você leu isso, você vai ter o mesmo destino que eu. Eu sei que é cruel, talvez injusto, mas tem de ser feito. Eu só espero que você se conforte sabendo que quando eu for a mulher assombrando seu computador, eu serei mais gentil. Se eu puder, eu usarei uma lâmina que seja menos cega. Fotos daqueles que vieram antes de nós mim que estejam menos grotescas. Sons que sejam menos alarmantes. Mas, novamente, você GOSTA de ficar assustado, não é?
Não se preocupe, eu não vou pedir pra você repostar isso cinco vezes em lugares diferentes. Nada vai salvar você. Porque depois de tudo, nada pode me salvar. A eletricidade ainda está desligada. E agora, atrás de mim, a uma mulher me esperando. Eu verei você em breve.
Tchau...por enquanto...
Tradução do Mohamed
Bons Pesadelos...
10 de novembro de 2014
O Vendedor
Você já teve o prazer de ser importunado por "vendedores de porta-em-porta?" Por exemplo, aqueles caras que te ligam na pior hora possível para vender um produto, ou então aqueles que querem te convencer a entrar para o negócio deles (Herbalife, alguém?)... Creio que sim, afinal, eles estão em todos os lugares. Mas você acha que eles são terríveis? Meu amigo, você não conhece O Vendedor. Sim, ele não é um, mas O Vendedor. O pior de todos. O mais inescrupuloso, o mais manipulador, e o que vende o pior produto. Sim, seu produto pode acabar com sua vida, aliás, CERTAMENTE irá acabar com sua vida. Mas Ele não está nem aí, contanto que possa empurrar este produto goela abaixo. Ele só se importam em terminar sua venda. E muitas vezes ele consegue...
Sabe, ele é esperto. Ele não vai de porta em porta torçendo para que alguém aceite seu produto. Ele já procura os desesperados por ele, que existem aos montes. E você já deve ter dado de cara com varios, mas não percebeu: nunca se deparou com alguém tão desesperado por uma solução definitiva para seus problemas? Alguém que queria viver feliz tal qual personagens de comercial? Então, O Vendedor vende esse produto, essa solução.
Ele é tão manipulador, que irá se aproveitar do desespero do "cliente" para realizar a venda:
-"Meu produto resolverá seus problemas, até a PIOR das dificuldades. E ele nem custa tão caro." Não custa tão caro... graças a Deus até hoje não comprei esse produto, mas acho que ele custa caro sim, viu?
-"Olha só, você tá visivelmente triste com sua situação atual. Sua família e amigos ficam triste quando você fica triste, mais um motivo para querer resolver sua situação, não?". Olha só, ele apela para o lado emocional, impulsivo, da pessoa. Se ela pensasse melhor, veria que isso é roubada. Mas ele não deixa, ele faz tudo para a pessoa se emocionar, e não usar a cabeça. Todos os vendedores fazem isso, claro, mas ele é O Vendedor, ele é superior a todos em todas as técnicas. E há um motivo: seu produto é tão escroto que dificilmente alguém compraria raciocinando um pouco. Daí a razão de apelar à emoção e impulsos.
-"É o melhor para você, meu caro. Você não se preocupa com você? Você não é masoquista, para querer continuar nessa situação". Como assim não se preocupa consigo mesmo? Não se preocupar consigo mesmo é aceitar a venda desse cara, tiro no escuro. O cliente perceberia isso se pensasse um pouco, mas, coitado, ele não é permitido a fazer isso.
O grande erro de quem aceita o produto é que, usando o instinto, o momento, ele não para e pensa: "por quê essa seria a única opção? Por quê só esse Vendedor pode resolver meus problemas?" Você, que tem medo de ser importunado por esse vendedor, fique calmo... como eu disse, ele só vem àqueles que pedem. Esse é o lado bom dessa história. Mas, meu amigo, algum dia na vida você irá pedir por ele, e ele virá. Algumas pessoas podem até chama-lo mais de uma vez, ou por toda a vida. Como não entrar nesse programa de índio? O único jeito é conhecendo a técnica dele. Vimos que ele apela muito a emoção. Não se deixe ser apelado, portanto. Pare e reflita se é isso mesmo que você quer. Questione tudo que o vendedor diz. Essa é a única proteção que temos contra os vendedores em geral, mas com Ele, é bem mais difícil. Requer muita calma, e força de vontade. Mas, ao usar essa técnica, eventualmente O Vendedor se verá sem saída, e ele deixará sua casa. Talvez algum dia ele volta, se você chamar por ele de novo. E irá voltar com novas técnicas de venda, o que exigirá outra linha de raciocínio de você. Mas nada que alguém apto a usar a consciência não possa fazer, com esforço. Quando ele aparecer para você, na primeira vez, o produto dele vai parecer tão legal, tão bom, que você vai se perguntar: o cara que escreveu esse texto sabe do que está falando? Sim, eu sei. O produto é bem chamativo, de modo a fazer inveja em qualquer publicitário. Mas propaganda muitas vezes é enganosa. Sei disso porquê esse cara já me apareceu tantas vezes... Quando ele chegar até você, e se sentir desconfortável em aceitar ou não, pergunte a seus amigos ou família. Quem sabe alguém não possa lhe clarear as idéias. Talvez alguém tenha um conhecido que tenha passado por isso, e até aceitado. Com certeza esse alguém irá lhe ajudar a raciocinar. Como eu disse antes, muitas pessoas, se não todas, irão conhecê-lo em algum momento. Você não é o único cliente dele.
Agora, você deve estar se perguntando como é esse vendedor. Bem, alguns dizem que ele é um fantasma, sabe? Ele aparece do nada, a gente nem percebe e de repente ele está aqui conosco. Outros dizem que é um sujeito comum, sem nenhum atrativo a primeira vista. Mesmo esses, admitem, porém, que esse vendedor tem umas habilidades estranhas... quando ele chega, ele não aparece apenas na sua frente. Ele te segue a TODO lugar. No seu quarto? Ele vai estar lá, se você estiver lá. Na escola, no trabalho, no banheiro da rodoviária... Até em suas fotos!!! Por isso, creio que ele é um fantasma. Ele vai estar nas fotos de quando você era criança, nas fotos de natal, fotos com a família, com os amigos... Mesmo que você feche os olhos, ele te persegue. Amigo, não dá pra fugir dele. O jeito é enfrentá-lo, usando as técnicas que te ensinei. Antes que o texto acabe, eu preciso repetir uma coisa; uma última frase que resuma o texto todo:
"Não aceite a venda!!!"
P.S. Esse texto estava entre as coisas do meu amigo. Acho que ele seria um dos episódios que ele e os roteiristas escreveram. Ele nunca chegou a sair do argumento, eles nem tinham decidido quem seria os personagens principais, secundários, etc. Meu amigo conta que Bocquelet até chegou a fazer um storyboard do episódio, obviamente já decidido como seria a escalação dos personagens (tudo que ele me disse é que a família principal do desenho, inclusive a avó, estaria nele como principais, mas não deu mais detalhes), mas não está com meu amigo. Parece que ficou com Bocquelet os papéis desse storyboard. Aparentemente, os roteiristas estavam meio apreensivos quanto à escalação do Bocquelet, por isso, é provável que se viesse a ser produzido, o episódio seria diferente.
Bons Pesadelos...
5 de novembro de 2014
Amostra Netflix IX
Se isso funcionar, minha mensagem será passada. Eu sei que as chances são mínimas, e sei também que você nem deve ligar ou queira saber, mas peço que leia a minha história e aprenda com o meu erro. É a única coisa que posso fazer.
Meu nome é Levi. Sou uma pessoa comum, passo a maior parte do meu tempo assistindo TV, Youtube e Netflix. É meio irônico dizer isso, mas se não fosse pelo fato de que eu assisti e li tantas creepypastas, eu provavelmente estaria morto. Isso soa meio estúpido, eu sei, mas não deixa de ser verdade. Há algumas noites, eu estava assistindo séries no Netflix com a minha namorada Megan, nós tínhamos acabado de ver um filme do Weird Al “UHF” e estávamos decidindo qual seria o próximo filme da noite. Eu mencionei “O sexto sentido” e Megan disse nunca ter assistido o filme ou se quer sabia que o filme tinha um final inesperado. Achei o fato dela não saber o final do filme uma coisa muito rara, porque afinal, quem não sabe o final de “O sexto sentido”? Então decidi procurar no Netflix se tinha o filme, digitei “sexto”, pensando que o filme iria aparecer.
Ele não apareceu.
Mas nos resultados da procura, um ícone me deixou intrigado. Era apenas o logo do Netflix. Sem título nem nada. Olhei espantado para Megan e ela apenas levantou os ombros, indiferente. Era algo muito estranho, porém parecia inofensivo, afinal, não tinhamos escolhido o que assistir ainda, então decidi selecionar o vídeo e ver a descrição. O título completo do “filme” era “Amostra Netflix VI”, o elenco era descrito apenas como “Ator” e “Atriz”, a descrição contia apenas termos técnicos referentes aos equipamentos usados. Sabia que tinha algo estranho com esse filme, algo como o que vejo em creepypastas, porém falei para mim mesmo ao dar play que creepypastas não são reais.
O vídeo começou com uma fonte com água jorrando da ponta. Nós sempre usamos legendas porque Megan gosta delas, porém tudo o que dizia era “Não existe choro no baseball!”. Isso já era muito bizarro para mim, por causa do contexto que estava sendo apresentado, eu não iria ficar assustado por conta de fontes de água e legendas mal feitas, porém quando se trata de um filme com uma descrição vaga e um nome genérico, isso me deixou com o pé atrás em continuar vendo o filme, mas continuei. Após um tempo, uma mão entrou na fonte e começou a brincar com água. Essas imagens bizarras continuaram, mostrando coisas como um homem dançando moonwalk com um laptop em mãos, fazendo malabarismo e até recitando um monólogo antes de fazer sons de estalo para a câmera. Enquanto estavamos assistindo esse filme, uma ideia me veio a cabeça: se eu achei esse filme digitando “sexto” no Netflix, o que eu acharia se eu digitasse apenas “netflix” na aba de buscas. Minha curiosidade ganhou, após procurar por “netflix” um monte de “amostra de filmes” apareceram. Não sei o que aconteceu, mas algo me fez assistir todos.
Por queeee? - Megan disse, se movendo inquietamente no sofá, pois assistir aqueles filmes não era a coisa mais legal do mundo.
Eu não sei, curiosidade. - Eu disse para ela enquanto colocava vídeo após vídeo, parando no meio de cada um antes de ir pro próximo.
Todos eles pareciam iguais, até que chegamos no filme IX.
Assim, não tinha nada de anormal com o IX, ele começou exatamente igual aos outros, mas algo me parecia diferente nesse filme. Era como o sentimento que você sente quando está em um sonho e sabe que o perigo não é real, mas acaba sentindo medo por pouco tempo antes de acordar. Aconteceu logo após o monólogo, quando o ator começou a fazer o som de estalo para a câmera. O som parecia ecoar na minha sala e progressivamente na minha casa inteira, parecia me sufocar e Megan parecia estar pálida. Do nada o som parou. A tela ficou branca e não havia mais som de estalo, fonte, apenas... silêncio. Após alguns segundos, o silêncio foi quebrado quando um círculo branco apareceu na tela com um som muito agudo, e por mais que eu me envergonhe de dizer isso, eu gritei. Senti calafrios e me senti um idiota por gritar porque vi um círculo branco na TV, talvez devêssemos ter visto “O chamado” em vez desses 'filmes' bizarros. O círculo começou a piscar, toda vez que piscava o som voltava a aparecer. Depois disso apareceu uma tela estranha, daquelas que aparece quando há algum problema com a transmissão. Quando finalmente o filme acabou, olhamos um para o outro e rimos alto.
“Nossa, isso foi assustador pra caralho.” - Megan riu enquanto deitava soltando um suspiro.
“Sim, estranho pra caralho.” - Eu disse enquanto me arrumava no sofá.
Não sei o que me deu na cabeça, mas eu olhei para a tela novamente e salvei o filme para a minha lista de filmes. Este foi o meu pior erro, eu acho. Olhei para a janela e percebi que estava completamente escuro lá fora. Eu me lembro que achei isso muito confuso, pois o vídeo tinha a duração de apenas alguns minutos e eu tinha certeza que ainda era umas três horas da tarde quando começamos a assistir, mas acabei deixando isso pra lá, vai ver que eu olhei as horas errado ou meu relógio tinha parado de funcionar na hora que eu vi.
No próximo dia fui almoçar no KFC, eu sei, super saudável. Quando comecei a comer, senti meu estômago revirar, bem, tá na hora de eu ir fazer uma visita ao banheiro masculino. Quando sentei no 'trono', tirei meu celular do bolso para ver meus e-mails, porém lá estava o vídeo do Netflix carregado e pronto para assistir. Eu pensei, deve ter aberto enquanto estava no meu bolso, sei lá. Daí pensei, bom, já que não tenho nada para fazer, vou assistir de novo esse vídeo bizarro. Mesma legenda estranha. Mesmo som bizarro. Mesmo círculo piscando. Eu podia ter parado o vídeo, mas não parei. Eu fiquei sentindo como se, se eu parasse de assistir eu iria perder alguma coisa no vídeo, que havia algo FALTANDO no vídeo que eu não sabia o que. Foi aí que escutei um barulho vindo da porta, um barulho de alguém batendo na porta que me fez sair do transe. Era a mulher da limpeza.
“Senhor, estamos fechados agora, por favor se retire.” - A mulher da limpeza disse.
Fechados? Como assim fechados? Como isso é possível?. Estamos no horário de almoço, como pode ser de noite já? Mesmo não sabendo como, eu tinha perdido 7 horas do meu dia. Eu saí de lá confuso e sem entender o que havia acontecido. Liguei para Megan.
“Megan, é o Levi.” - Eu disse enquanto andava para o ponto de ônibus.
“Levi? Porque você está ligando tão cedo?” - A voz dela parecia que ela havia acabado de acordar, como se ela tivesse distraída ou algo assim.
“Cedo?” - Eu perguntei. Eram sete horas da noite, não tinha como ser de manhã.
“Sim... São tipo, dez horas da manhã. Você saiu de casa uns dez minutos atrás.”
Senti um sentimento de desespero dentro de mim.
“Meg, o que você está fazendo?” - Perguntei, hesitante, já sabia a resposta.
“Hmm? Só assistindo aquele vídeo bizarro de ontem. Estava carregado no xbox quando eu liguei ele.”
“Meg, pega seu telefone e veja as horas.”
“Ahm? Porque eu iria f...” - A voz dela se distanciou enquanto falava, aí ouvi seu grito de espanto.
“Mas que merda é essa?” - Ela disse, surpresa.
“Fica aí, to correndo para sua casa.” - Disse para ela enquanto corria para casa em vez de pegar o ônibus. Não gostava nem um pouco dessa situação.
Quando cheguei em casa Megan abriu a porta e perguntou o que estava acontecendo. Eu corri para o xbox. Isso tudo era muito estúpido e impossível. Como um vídeo poderia me fazer perder sete horas do meu dia? Porque a Megan achou que eram dez horas da manhã? Só havia um jeito de saber a verdade, liguei o Netflix, selecionei o vídeo e coloquei para o vídeo carregar. Megan sentou do meu lado e falou:
“Levi?”
“Que horas são?” - Eu perguntei após descobrir que meu celular tava sem bateria.
“Hmm..” - Ela foi checar o telefone dela, mas também estava sem bateria.
Então olhei no xbox. Eram 8:45 da noite. No tempo em que o vídeo terminar, vão ser 9 horas. Precisavam ser. Devia ter alguma coisa no vídeo que explicasse o que estava acontecendo com a gente. Era a mesma coisa, fonte, som, eco, homem, círculo branco, círculo branco, círculo branco, som agudo, círculo branco. Desculpe, eu ainda me sinto estranho pensar sobre isso, como se eu fosse perder o tempo pelo simples ato de pensar no vídeo. Então ouvimos um barulho na porta. Um barulho, às 9 horas da noite? Quem poderia ser? Nos fez sair do transe e a Megan foi abrir a porta.
“Entrega para a senhora... Megan?” - O homem com uniforme de carteiro segurava um caixa branca e uma prancheta disse.
“Essa sou eu. Por favor, que horas são?” - Disse Megan.
“São mais ou menos 10:30, ele sorriu, pegando a prancheta de volta. Eu me lembro pensar naquela hora, 10:30? Será que ficamos vendo o vídeo por mais de uma hora?
“É um pouco tarde para fazer entregas, não acha?” - Ela disse para o carteiro, franzindo a testa.
“Bom, eu tento entregar todas as encomendas antes do almoço. Tenha um bom dia madame.” - O carteiro disse antes de sorrir e descer as escadas.
Horário de almoço? Será que ficamos assistindo aquele maldito vídeo a noite toda? Ah, se fosse apenas isso. Quando Megan sentou no sofá de novo ela parecia pálida como um fantasma.
“O que houve, amor?” - Perguntei para ela enquanto colocava minha mão por cima da sua.
“Essa encomenda... era para chegar quarta-feira..” - Ela falou, quase sussurrando para mim. Precisei de um momento para cair a ficha. Era sábado, ou pelo menos domingo. Mas pensei, os correios não funcionam de domingo.
Agindo sobre impulso, corri para o outro lado da sala e coloquei o celular de Megan para carregar. Assim que havia bateria suficiente para ligar, eu liguei e vi a data. Era quarta-feira. Perdemos quatro dias assistindo aquele vídeo e nem notamos. De repente senti o cansaço bater, o estômago vazio, os olhos quase fechando. Me senti horrível, nunca havia me sentido tão esgotado fisicamente quanto me senti e Megan também. Nos quatro dias que perdemos assistindo aquele vídeo, Megan foi demitida do seu emprego porque faltou sem dar nenhuma satisfação. E eu, bem, eu não tinha nada a perder, a única coisa que tinha era Megan. Ela é a única pessoa que tenho. Sabendo o que sei agora, dei a ela uma chave da minha casa, porque ela podia ser a única pessoa que pode me ajudar. Meu celular está com 30% de bateria, mas deve ser o bastante.
Vou assistir o vídeo de novo. Apenas mais uma vez. Coloquei o alarme para despertar daqui 7 horas, então deve ser o bastante. Se eu me perder mais alguma vez, nunca mais irei assistir esse vídeo, não importa o quão tentador seja. É como heroína, crack ou cocaína, quando você começa a assistir, você se sente impossibilitado de parar, mas eu tenho certeza que existe algum jeito de parar, não sou um idiota. Mas em caso de alguma coisa não dar certo, estou escrevendo essa carta para vocês. O vídeo está carregando, então eu espero que eu consiga apertar o botão de “enviar” antes dele começar. Se alguma coisa errada ocorrer, quero que o mundo saiba que eu amei a Megan e que eles não devem procurar pela amostra do Netflix IX. A data de hoje é 12/06/2013. O vídeo acabou de carreg...
Merda! Fiquei preso no vídeo, o alarme não tocou. Meu celular deve ter desligado por causa da bateria. Não consigo falar com a Megan. Me sinto muito fraco, é muito difícil digitar. Preciso de descanso.
Pra quem não acredita, tem aqui o link na Netflix(aqui), mas se você não tiver conta lá, também tem no Youtube desde 20011.
Tradução Caio Kasahaya
Bons Pesadelos...
31 de outubro de 2014
A Casa Sem Fim 2 - Maggie
A Casa Sem Fim é uma creepypasta de 2012 que fez muito sucesso no Medo B, você pode ler ela aqui.
Esse ano apareceu uma continuação, escrita por Brian Russell, que eu não sei se é o mesmo autor da original, mas é uma boa continuação, principalmente pra quem ficou com saudades da casa...
Nesse post também tem a Creepypasta em áudio lá no final pra quem preferir narrada pelo Sigma, que traduziu para o Medo B.
Já se fazia três semanas que eu não ouvia noticias de David. Nos seis meses que namoramos, ficamos no máximo três dias sem nos falar. Não havia nada fora do comum na ultima vez que o vi, ele tinha mencionado que estava indo verificar uma coisa que um amigo lhe contou. Naquela noite eu ainda recebi um SMS um pouco estranho de David, mas não era de seu número. Era uma mensagem de apenas seis palavras.
“Casa sem fim, não venha! David.”
Tinha alguma coisa errada. Depois que li esse texto me senti enjoada, como se eu tivesse visto algo que não devia. Eu decidi logar na conta de Messenger dele para ler suas ultimas conversas. As mais recentes era com Peter, um dos seus melhores amigos, um viciado e burro, mas pelo menos ele podia ter algumas informações sobre onde David poderia estar. Assim que entrei, imediatamente recebi mensagens.
- David? Puta merda cara, você me deixou preocupado. Pensei que tivesse ido para aquela casa.
- O que você quer dizer?
- A casa sem fim, cara, eu podia jurar que você tinha ido para lá.
Casa sem fim, esse cara sabia o que estava acontecendo.
- Pois é... Eu não consegui encontra-la. Talvez eu tente ir lá amanhã. Me passa o endereço de novo?
- De jeito nenhum! Você já me preocupou demais, eu estive naquele lugar, acredite em mim, você não vai querer ir naquele lugar.
- Peter, aqui é a Maggie.
- Espere... O que? Onde está o David?
- Eu não sei, pensei que você poderia saber, mas aparentemente não.
- Puta merda! Merda, merda, merda!
- O que foi? Sério Peter, você precisa me dizer o que está acontecendo.
- Eu acho que ele entrou naquela casa. Não é longe, talvez quatro milhas abaixo, em Terrence. Seguindo a estrada marcada e virar a direita. Puta merda! Ele se foi!
- Não, eu não acho que ele se foi.
- O que você está pensando em fazer?
- Eu vou trazê-lo de volta.
Eu parti para a procura dele na mesma noite em torno das oito. Não havia um único carro em toda viagem, e quando virei para uma rua sem nome, vi uma placa com uma seta.
“Casa sem fim// Aberto 24 horas”
Esse ano apareceu uma continuação, escrita por Brian Russell, que eu não sei se é o mesmo autor da original, mas é uma boa continuação, principalmente pra quem ficou com saudades da casa...
Nesse post também tem a Creepypasta em áudio lá no final pra quem preferir narrada pelo Sigma, que traduziu para o Medo B.
Já se fazia três semanas que eu não ouvia noticias de David. Nos seis meses que namoramos, ficamos no máximo três dias sem nos falar. Não havia nada fora do comum na ultima vez que o vi, ele tinha mencionado que estava indo verificar uma coisa que um amigo lhe contou. Naquela noite eu ainda recebi um SMS um pouco estranho de David, mas não era de seu número. Era uma mensagem de apenas seis palavras.
“Casa sem fim, não venha! David.”
Tinha alguma coisa errada. Depois que li esse texto me senti enjoada, como se eu tivesse visto algo que não devia. Eu decidi logar na conta de Messenger dele para ler suas ultimas conversas. As mais recentes era com Peter, um dos seus melhores amigos, um viciado e burro, mas pelo menos ele podia ter algumas informações sobre onde David poderia estar. Assim que entrei, imediatamente recebi mensagens.
- David? Puta merda cara, você me deixou preocupado. Pensei que tivesse ido para aquela casa.
- O que você quer dizer?
- A casa sem fim, cara, eu podia jurar que você tinha ido para lá.
Casa sem fim, esse cara sabia o que estava acontecendo.
- Pois é... Eu não consegui encontra-la. Talvez eu tente ir lá amanhã. Me passa o endereço de novo?
- De jeito nenhum! Você já me preocupou demais, eu estive naquele lugar, acredite em mim, você não vai querer ir naquele lugar.
- Peter, aqui é a Maggie.
- Espere... O que? Onde está o David?
- Eu não sei, pensei que você poderia saber, mas aparentemente não.
- Puta merda! Merda, merda, merda!
- O que foi? Sério Peter, você precisa me dizer o que está acontecendo.
- Eu acho que ele entrou naquela casa. Não é longe, talvez quatro milhas abaixo, em Terrence. Seguindo a estrada marcada e virar a direita. Puta merda! Ele se foi!
- Não, eu não acho que ele se foi.
- O que você está pensando em fazer?
- Eu vou trazê-lo de volta.
Eu parti para a procura dele na mesma noite em torno das oito. Não havia um único carro em toda viagem, e quando virei para uma rua sem nome, vi uma placa com uma seta.
“Casa sem fim// Aberto 24 horas”
9 de outubro de 2014
Jeff foi para a esquerda
"Se você está lendo isso, eu sinto muito. Eu suponho que você esteja na mesma situação que eu. Aquele maldito bastardo drogou você e te largou nestas catacumbas, com apenas uma vela para encontrar o seu caminho para fora.
Eu não sei com quantas pessoas ele fez isso, mas provavelmente foram várias. Ele não gastaria tanto tempo com isso se não houvessem outras, não é? Ele me disse que as catacumbas são um labirinto, e que ele montou armadilhas e quedas mortais à cada volta. Mas ele prometeu que há uma saída segura, se eu tiver sorte o suficiente para adivinhar o caminho correto.
Eu não tenho sorte. Eu sou apenas um estudante de arte, aqui de férias. Não há nenhuma maneira que eu saia vivo. Mas eu quero que alguém viva. Eu quero vingança.
Eu tenho certeza que você também quer, então vamos ajudar uns ao outro. Eu ainda tenho o meu caderno e lápis. Antes de cada curva, eu vou deixar o caderno para trás, para a próxima pessoa, anotando o caminho que eu fiz. Se eu sobreviver à curva, eu vou voltar e deixar uma página como esta. Se eu não fizer isso, então cabe pra próxima pessoa continuar e ir na direção oposta.
Eventualmente, se continuarmos a deixar essas "migalhas de pão", um de nós vai escapar. Chegar à polícia e encontrar aquele bastardo. Dar justiça pra aqueles que não sobreviveram.
Meu nome é Jeff. Eu fui deixado aqui."
Lendo a nota à luz de velas você pode sentir o calor da esperança... até que você percebe que você está lendo no próprio caderno de esboços. Jeff nunca mais voltou para rasgar a página, e você é a primeira pessoa aqui depois dele.
Então você olha para a sua direita, onde o labirinto escuro espera.
Tradução Mohamed
Bons Pesadelos..
6 de outubro de 2014
O Jogo do Celular
Creepypasta traduzida pelo Sigma. Você pode escutar ele no video dele no final do post, ou ler ela aqui agora...
Olá. Você pode me chamar de "Jack". Não é meu nome verdadeiro, mas por enquanto isto é o suficiente que você precisa saber. Acho que chegou a hora de eu contar minha história. Acredite ou não, essa é a verdade. Eu espero que você aprenda com meus erros, mesmo se você ignorar tudo isso como as outras 98% que escutarem minha história até o final. Mas há mais verdade nessa história do que qualquer um de vocês possa imaginar.
Agora, estou fora da escola há três anos, mas antes, um evento em particular ocorreu então eu vou ter de voltar um pouco no tempo para contar a história.
Primeiramente, meus primeiros dois anos e meio do ensino médio, eu estudei em uma escola na parte profunda do Sul da América, perto do Golfo.
Crescemos ouvindo todos os tipos de histórias assustadoras e se há uma lição que nossos pais super conservadores nos ensinou foi que: nunca brinque com coisas desconhecidas.
Até esse momento eu era muito impopular no meu colégio. Meus dois primeiros anos do ensino médio foram uma dor real, porque eu era uma grande idiota e todos riram de mim. Eu era um solitário... E tudo o que eu realmente fazia na aula era jogar meu Game Boy todo dia antes de correr para casa para jogar um RPG que era viciado.
Tudo mudou durante meu primeiro ano, quando nos mudamos para o oeste.
Comecei a frequentar uma escola Católica com não mais de 250 alunos. Foi nessa época que eu finalmente comecei a encaixar e fazer amigos. Ninguém aqui sabia quanto idiota eu era na outra escola, então eu optei por "mudar minha personalidade" e tentei fazer amigos pela primeira vez na minha vida. E quem sabe, talvez até consiga uma namorada bonita se tiver sorte.
Comecei a conhecer pessoas na escola. Em uma escola tão pequena, você acaba conhecendo todo mundo na sua classe.
Meu primeiro dia que eu fiz um novo amigo chamado Sam... E na hora do almoço, optei para sentar com ele e seus amigos. Ele me disse tudo sobre as outras crianças da escola - quem era mais popular, os atletas, assim por diante.
Ele me apresentou a seus amigos, também: Jim, um grande sujeito que tinha uma média de 10 em todas as matérias, Vogelman o nerd e hacker e Thomas um músico que tocava guitarra em uma banda.
Também conheci Stephanie, menina asiática e corajosa. Alguns dos rapazes diziam que ela era uma vadia, mas ela pareceria legal o suficiente. Por algum motivo ela me achava engraçado e por isso começamos a nos encontrar depois das aulas.
Sam me contou muitas histórias sobre ela, como ela costumava fazer alguns lanches e polvilhava todos com Viagra ou despejava laxantes, eles comiam e sofriam o impacto e passavam horas no banheiro. Eu apenas ri educadamente e nunca aceitei as coisas que ela me oferecia para comer, com medo de ser alguma pegadinha dela.
Também havia Rottenbacher. Seu verdadeiro nome era Jason, mas todo mundo sempre o chamava "Rottenbacher" ou "Alemão" porque ele era um nazista hardcore. Ele era rejeitado e solitário. Ninguém queria ser amigo dele. Todos os dias ele usava uma braçadeira suástica vermelha sob o casaco dele onde os professores não podiam ver.
Além disso, no dia das bruxas e nos eventos de fantasia da escola ele sempre ia com seu uniforme nazista e longas botas SS.
Na verdade ele era um angustiado filha da puta. Sempre que tínhamos aula de história e a professora lhe perguntava sobre o nazismo, ele gritava insultos raciais ou étnicos, ele deixava a aula gritando "Heil Hitler!"
Além disso, uma coisa peculiar que chamava minha atenção, Era que mancava como se sentisse muita dor. Sam me disse que alguém viu uma vez apertar um cilício farpado no vestiário de uma Igreja Católica, como seu fosse para se punir por seus pecados.
Era uma escola católica, então as pessoas acreditavam que aquilo era apenas um devoto cristão. Foi meio estranho para um amante de Hitler hardcore como Rottenbacher, mas como eu era noivo no colégio não dei muita importância.
Depois que ele terminou de me apresentar para todos seus colegas, Sam me contou algumas das antigas histórias da escola - incluindo uma lenda urbana que circulou sobre a cidade, uma garota que morreu misteriosamente depois de jogar algo denominado como "O jogo do celular". Se você perguntasse a alguém o que aconteceu, ninguém podia nada de relevante. Sempre disseram que era porque ela jogou “O jogo do celular”
Sam, Stephanie travessa, Rottenbacher nazista, O jogo de telefone celular, Investigação da polícia sobre o desaparecimento da adolescente. Todas essas pessoas e eventos estavam prestes a se juntam para me tirar de um lugar que ao menos gostaria de estar.
Enfim, o segundo semestre passou e num piscar de olhos já era o ultimo ano do ensino médio.
Todo mundo estava de volta para o novo ano escolar, bombeado para iniciar o mais preguiçoso e mais divertido ano de nossas vidas do ensino médio. Mesmo Rottenbacher, ainda mancando em torno da escola fez em Cilicio farpado, ainda jorrando seu nazismo de lixo cada vez que alguém mexia com ele.
O ano começou estranhamente calmo. Mais dois casos de desaparecimento havia acontecido na escola e a policia já estava desconfiando de algum possível serial killer. De acordo com o jornal, a única coisa em comum que a polícia havia encontrado, era que cada pessoa que desapareceu tinha recebido uma mensagem de texto que dizia: "Bem-vindo ao jogo". Mas como as mensagens havia sido enviada de pessoas diferentes a policia descartou essa informação.
Para mim, as coisas finalmente não estavam indo mal. Foi neste ano que finalmente eu comecei a me abrir com varias pessoas. Fiz grandes amizades e pela primeira vez não me sentia sozinho. Aos poucos, comecei a me encaixar em vários grupos e isso fez de mim uma pessoa popular.
Stephanie sempre me acompanhava porque me achava engraçado e por algum motivo ela gostava de minhas piadas. Teve um dia - que eu ainda me lembro como um dos mais felizes da minha vida - ela veio até mim no meio do campus depois da escola e olhou para mim com esses olhos asiáticos bonitos e que cabelos longos, pretos e um sorriso maravilhoso. Eu nunca tinha visto ela tão bonita, ela com jeito um pouco tímida perguntou:
- Jack, você... Quer ser meu namorado?
Eu sorri, pulei de alegria ao ouvir isso. – Mas é claro! Claro que sim - eu disse, então nós nos beijamos na frente de todos. Eu finalmente tinha uma namorada. Ainda me lembro de que foi um dos dias mais felizes de toda a minha vida, se não o mais feliz. Nós saímos depois da escola, íamos ao cinema, namoramos na casa dela e na minha.
Talvez eu não ficasse tão feliz se eu soubesse o que aconteceria nos próximos dias.
Foi um dia na hora do almoço, ela estava sentada com a gente, quando ela mencionou que em uma noite com suas amigas elas ficaram conversando sobre a lenda do “ O Jogo do Celular”. Ela disse que essas meninas sabiam tudo sobre as regras do jogo e que tinha explicado tudo a ela em grande detalhe.
Supostamente, você pode entrar no jogo a qualquer momento era só enviar uma mensagem de texto à meia-noite para o número de telefone correto. A mensagem de texto deveria dizer: "Eu desejo ter o poder de amaldiçoar pessoas". Se fizer certo, você receberá uma mensagem de volta dizendo: "Bem-vindo ao jogo" e supostamente, esta era a razão dada a policia sobre os desaparecimentos.
Stephanie falou mais sobre o jogo e prestamos atenção no que ela dizia.
Ela nos disse que uma vez que alguém esteja dentro do jogo, ele corre risco de vida. Dentro de duas semanas eles seriam submetidos a diferentes tarefas ou então eles seriam arrastados no meio da noite.
Eu interrompi ela – Arrastado? Por quê? Para onde?
Ela ficou em silencio por um tempo antes de responder.
- Eu não sei - ela sussurrou antes de continuar a sua história.
Ela disse que havia duas formas de não ser arrastado:
A primeira era encontrando um item de proteção especial. O item pode ser qualquer coisa. Você nunca sabia o que ia ser, mas tinha que ser algum item que deveria sempre te acompanhar e que estaria sempre te machucando lhe causando muita dor. Este era um preço pequeno dependendo do tempo de vida que ainda lhe resta.
A segunda maneira era trazer alguém para o jogo. Isso poderia ser feito enviando uma mensagem de texto dizendo "Bem vindo ao jogo" para qualquer pessoa que você conheça pessoalmente. Se alguém recebeu a mensagem de texto de outra pessoa que estava no jogo, então isso significava que essa pessoa estava agora no jogo também, e sujeito a todas as mesmas regras e consequências do jogo. Se a pessoa não encontrar um item de proteção a si mesmo, ou trouxer outra pessoa ao jogo, então eles também seriam arrastados.
O problema dessa segunda forma é a seguinte: Enquanto o item de proteção te proteja por tempo indeterminado. Trazer alguém para o jogo, só aumenta o tempo para você encontrar um item de proteção por mais duas semanas. Se depois trouxer mais alguém apenas uma semana. Eventualmente, o período de carência iria ficar cada vez mais curto. E nesse tempo você teria que encontrar seu item de proteção.
Mesmo que isso parecesse um episódio do arquivo X, eu não gostava de ouvi-la falar sobre essas coisas, então eu disse a ela que era um monte de bobagens.
- Você realmente acha bobagem? - Ela perguntou. -Se isso for verdade imagine o quão legal isso seria capaz de amaldiçoar quem mexeu com você, trazendo elas para o jogo! Você poderia se livrar de qualquer um e ninguém jamais saberia que foi você.
Eu nunca tinha ouvindo Stephanie falando desse jeito. Ela quase parecia insana com o pensamento de vingança. Verdade seja dita, isso me assustou um pouco.
Então eu disse a ela – Nós não devemos ir brincar com coisas além de nossa compreensão. E se você se envolvesse com isso e descobrisse que é verdade? Eu não sei o que faria se algo acontecesse com você! Me prometa que você não vai mexer com essas coisas!
Ela me deu um olhar engraçado – Eu nunca pensei que você seria o tipo de pessoa a tem medo dessas coisas bobas, Jack.
- Bem, eu só não acho que é certo mexer em coisas que você não entende – Eu olhei preocupado pra ela – Agora me prometa Stephanie. Promete que não vai tentar fazer isso.
Ela suspirou – Tudo bem, tudo bem. Eu não vou tentar jogar o jogo do celular. Você está feliz agora?
Eu disse que sim, mas verdade seja dita, eu estava com medo. Eu não acreditei nela. Em todo esse tempo que estivemos juntos eu nunca desconfiei que ela mentia pra mim ou que me traísse, mas eu podia ver em seus olhos que ela tentaria esse jogo. Mas desta vez era sério.
Então, alguns dias depois, ela se aproximou de mim e nos disse que havia entrado no jogo do celular, eu me irritei.
-O que você está pensando, Stephanie? Você me prometeu que não faria isso!
- Sim, sim eu sei! Mas não é nenhuma grande coisa. Eu já tenho tudo planejado. Além disso, se for verdade e funcionar, será uma oportunidade que eu não deixaria passar.
Ela ergueu seu celular e disse – Veja você mesmo.
Uma mensagem de texto é aberta na tela que dizia: "Bem-vindo ao jogo".
- Meio estranho, não é? Eu recebi logo depois que enviei o texto à meia-noite, assim como as meninas disseram.
Meu queixo caiu. Eu fiquei sem palavras e aterrorizado. Este jogo não pode ser real, não é?
- Stephanie, se isso for real, então você está em perigo agora. Você só tem duas semanas para encontrar seu item de proteção.
- Eu sei. É por isso que eu mandei o texto para Rebecca. Vou descobrir se o jogo é real ou não!
- Você fez o quê? Mas Stephanie, se isso for real, então significa que você pode ser uma assassina! A Rebecca agora poderia morrer por sua causa! -
-Relaxe, Jack. Eu realmente não acredito em nada dessas coisas. Mas por via das duvidas, Rebecca sempre foi uma vadia. Eu percebi o jeito que ela olhava pra você durante as aulas. Ela deu a mesma risadinha maliciosa dela que eu sempre amei. Mas desta vez, eu não me senti confortável com isso.
Algumas semanas se passaram e nada aconteceu. Mas então, um dia, Rebecca não apareceu na escola. Na hora do almoço, Stephanie estava sentado em torno de nós, como de costume, quando o assistente principal veio dar um aviso com seu megafone.
- Peço um pouco de atenção, por favor – Todo ficou em silêncio. – A polícia nos informou que uma de suas colegas, Rebecca, esta desaparecia.
A Pele dourada de Stephanie ficou branca. Ela congelou.
- Os pais delas estão muitos preocupados. Se algum de vocês sabe alguma coisa sobre isso, por favor, venha falar comigo depois da aula. Por enquanto é isso.
- Stephanie ... – Eu sussurrei. Eu estava com muito medo por ela. Eu estava com muito medo de que ela poderia fazer. Ela olhou para mim e disse – Não diga nada.
Ela se levantou e saiu correndo do refeitório. Eu persegui atrás dela.
- Stephanie! Stephanie! O que você está fazendo?
Ela continuou correndo de mim então tirou seu telefone do bolso.
- Não tente me parar, Jack. Para sobreviver eu vou precisar de mais tempo. Posso ficar mais uma semana se eu colocar alguém no jogo, e isso vai me dar três semanas para encontrar.
- Stephanie, ouça o que esta dizendo, quem você pensa em amaldiçoar agora? Você mataria mais alguém por um pouco de tempo extra? Olha o que aconteceu com você!
Ela começou a chorar.
- Eu sei porra! Mas eu sei quem eu vou amaldiçoar. Ninguém vai sentir falta dele, eu prometo.
- Stephanie, isso não está certo. Você não pode fazer isso. Ninguém merece isso. Deixe-me ajudá-la! Podemos encontrar um objeto de proteção para você, juntos!
Ela se virou e me mostrou seu telefone celular. Ela tinha acabado de enviar uma mensagem que dizia: "Bem-vindo ao jogo".
Ela enviou para Rottenbacher.
Eu comecei a chorar. Agarrei-a tão firmemente quanto pude. – Stephanie, Stephanie. Eu te amo. Mas eu sinto muito. Isso não está certo. Nada disso é certo.
Ela segurou em mim e começou a chorar profundamente também. Nos abraçamos lá por quase uma hora. Eu ainda me lembro como se fosse ontem.
Então, naquela noite, antes de irmos para casa, nós dois resolvemos que começaríamos a procurar um item de proteção no dia seguinte. No dia seguinte, eu estava andando com Stephanie, depois da escola, quando Rottenbacher se aproximou de nós com o seu telefone celular. Ele estava furioso.
- Isso é algum tipo de piada sua vadia de olhos puxados?
Verdade seja dita, eu achava que Rottenbacher tinha o direito de estar um pouco irritado. Claro, ele era um maníaco pervertido nazista, mas com todos os boatos de assassinato por aí, eu poderia imaginar alguém estar com raiva após receber uma mensagem de texto como essa.
Mas mesmo assim, eu não ia deixar ninguém falar com a minha namorada assim.
- Hey cara, olha o respeito! Essa não é a forma de se falar com uma dama!
- Dama? – Rottenbacher gritou – Essa não é nenhuma dama! Ela é apenas uma vadia e ela tentou me matar! Aposto que você matou a outra menina, também, não é? Rebecca? Ela está desaparecida por sua causa não é?
Stephanie começou a chorar novamente.
Eu puxei meu braço para trás e dei um soco tão forte que pude no rosto do Rottenbacher. Ele tropeçou para trás alguns passos e passou a mão na boca, da qual escorria um pouco de fluxo de sangue, mas ele manteve a compostura.
Eu meio que pensei que ele iria pra cima de mim para me bater.
Depois de um momento ele falou:
- Você não entende né Stephanie? Eu já estou no jogo. Eu sempre estive. Eu sei das regras e o tempo extra que você tem. Mas ao contrário de você, eu nunca precisei matar ninguém. "
- Bobagem – Eu disse – Se tudo isso é verdade, então como é que você ainda esta vivo?
De repente, me lembrei do cilício que Rottenbacher usava em torno de sua perna que lhe causou a mancar em agonia, e que Stephanie tinha me dito na hora do almoço.
Sempre que um novo item de proteção foi descoberto, o que quer que fosse, faria com que seu portador a sofra.
- Você tem um item de proteção.
Os olhos de Stephanie se iluminaram. Ficou claro que havia percebido a mesma coisa que eu tinha. Rottenbacher sorriu – Isso mesmo, e se eu fosse sua namorada, me preocupava em encontrar algum item ao invés de fazer novas vitimas.
Stephanie olhou para ele com medo em seus olhos.
Os dias se passaram e por mais que tentemos, Stephanie e eu não conseguíamos encontrar nada que poderíamos qualificar como um item de proteção. Estávamos nos aproximando do prazo de duas semanas e ela estava parecendo cada vez mais assustada a cada dia. Seu cabelo estava uma bagunça, sua personalidade geralmente borbulhante era triste e perturbada. Ela olhava para o nada durante as aulas e orava constantemente.
Após o prazo de duas semanas, nós dois estávamos aterrorizados. Ela veio até mim na escola e disse: - Jack, eu quero que você durma comigo esta noite. Fique comigo a noite toda. Não deixe que me peguem.
Eu não podia recusar. Eu apareci em sua casa tarde da noite e entrei pela sua janela. Dormimos juntos. Foi agridoce.
Ela foi dormir me segurando, mas eu fiquei acordado a maior parte da noite observando e esperando, até que eu finalmente cai no sono por volta das 4:30 da manhã de tão exausto.
No dia seguinte, quando acordei, tudo que eu conseguia pensar era "Stephanie!" Eu olhei ao redor freneticamente. Ela não estava na cama ao meu lado.
- Stephanie! – Eu gritei alto e sai da cama e comecei a procurá-la. Caminhei em sua cozinha.
- Não fale tão alto – disse uma voz. Era Stephanie. Eu me virei para vê-la sentada em uma mesa redonda na cozinha. Ela estava sorrindo e parecia tão aflita como sempre.
Dei um suspiro de alívio.
- Meus pais já foram trabalhar, mas eu não quero que os vizinhos a fiquem desconfiados de alguma coisa.
Chorei de alívio. O tempo extra dela tinha acabado e ela estava segura. Nada havia chegado para ela. Corri todo o chão da cozinha e abracei ela e nos beijamos.
Tudo estava normal.
Por duas semanas.
Então eu fui para a escola um dia e nove de nossos colegas havia desaparecido, incluindo Sam.
Todo mundo estava apavorado. Ninguém sabia o que tinha acontecido com eles ou para onde eles teriam ido. Ninguém sabia, exceto eu e a pessoa que era responsável por isso: Stephanie.
Se a quantidade de tempo prolongado foi reduzido pela metade a cada vez que ela trouxe alguém para o jogo, significava que seu tempo extra estaria funcionando novamente até esta noite.
Eu confrontei ela sobre isso depois da escola.
- Stephanie, a polícia está ficando desconfiada. Você não pode mais fazer isso, e eu não posso te ver fazendo isso. Isso é errado. Ele é mau!
Ela me olhou em silêncio. Ainda me lembro do olhar em seus olhos naquele dia. Neste ponto, tornou-se claro para mim que a menina que eu tinha conhecido e amado estava muito longe, e tudo o que restava era uma desalmada, perversa que se agarrava à vida e temia a morte mais do que tudo. Mas mesmo assim, eu ainda a amava mais do que tudo. Ela foi minha primeira e única namorada, eu não poderia deixá-la ir. Eu não podia deixar que nada aconteça a ela.
- Está tudo bem – ela disse – Eu não vou mais fazer isso. Eu aceito o que as consequências. Ninguém mais vai morrer por minha causa.
- Stephanie ... você tem certeza? Talvez ainda podemos encontrar um item de proteção para você se procurarmos agora.
Ela olhou para baixo tristemente – Não há mais motivo para fugir do meu destino. Só quero passar a noite com você hoje à noite, ok? Só mais uma noite juntos. Isso é tudo que eu quero.
Eu fiquei com o coração partido. Tudo era muito melancólico e muito melodramático. Eu estava tão triste ao ouvir suas palavras que ela seria tirada de mim.
Eu vomitei. Vomitei e vomitei repetidamente em uma lata de lixo próximo de nos tentando revidar um fluxo interminável de lágrimas.
Naquela noite, ela dormiu comigo de novo. Doente, fraco e cansado, eu desmaiei de cansaço perto das 3h00.
Menos de uma hora depois, eu acordei com um sobressalto.
Stephanie foi embora.
Sentei-me e olhei em volta, em seguida encontrei um bilhete. Eu li.
“[Jack]: Sinto muito por ter mentido para você novamente, mas eu não estou pronto para morrer ainda"
Um calafrio percorreu minha espinha. Eu continuei a ler.
"Eu descobri o que eu preciso fazer. Não se preocupe, como eu prometi, ninguém vai morrer por minha causa”
O que ela poderia estar pensando? Eu olhei em volta do meu quarto. De repente, notei que a pistola calibre 45 que meu pai comprou-me para o meu aniversário de 18 anos havia desaparecido do meu quarto, e agora tudo fez sentido.
É por isso que ela queria passar a noite comigo esta noite. Ela queria que a minha arma. ela estava planejando ir atrás Rottenbacher e tomar o seu item de proteção.
O tão rápido que pude coloquei uma roupa e sai correndo para o carro do meu pai. Eu saí em disparada em direção apartamento de Rottenbacher.
Quando cheguei lá, notei que a fechadura havia sido baleada e de fora e ouvia vozes no vindo de dentro.
Eu empurrei a porta aberta – O que está acontecendo aqui? – Eu gritei.
Olhei em volta. Stephanie estava apontando a arma para. As paredes do apartamento estavam cobertas com fotos de Adolf Hitler e banners suástica. Havia chicotes e correntes espalhadas pelo chão do quarto. Rottenbacher estava pisando em torno de pijamas de manga cumprida e xingando ela em sua forma neonazista típica, gritando sobre 'invasão de domicílio' e sobre "chamar a polícia" e isso e aquilo. Ele estava mesmo usando aquela braçadeira nazista estúpida. Era óbvio que esse cara era um fanático louco.
Stephanie gritou para ele – Cale a boca!
Ela disparou dois tiros contra a parede atrás dele.
- Agora me dê essa coisa farpada de tortura que você está sempre usando, ou eu vou matá-lo agora mesmo.
A voz dela era assustadora.
Rottenbacher ficou no lugar por um momento e, lentamente começou a tirar as calças do pijama.
- Você está cometendo um grande erro. Você deveria apenas aceitar as coisas como são e morrer com dignidade. Você não vai conseguir acabar com isso.
Ele tirou o Cilicio de sua perna, do qual escorria uma pequena quantidade de sangue e entregou a ela.
Imediatamente, ela colocou-o em sua própria perna com uma mão, mexendo com a minha pistola, enquanto ela apertou até doer, e sua própria perna começou a sangrar um pouco.
- Vamos, Jack – Ela sussurrou e se virou para sair.
Comecei a sair com ela. Do apartamento, ouvi gritos de Rottenbacher.
- Você não vai se safar dessa! Ele vai vir para você e ele vai arrastá-lo para o inferno pelo o que você fez! Você vai pagar pelas vidas dos seus colegas!
Eu podia ver que ela estava chorando um pouco à medida que nos afastávamos.
Eu estava mal. Fiquei enojado com tudo isso. Eu fiquei com nojo de Stephanie por ser tão cruel e egoísta, e eu fiquei com nojo de mim mesmo que assisti tudo isso e vendo os sinais, e não fazer nada para detê-la. Mas pelo menos agora ela estaria segura.
Enquanto caminhava de volta para o carro, eu fiz uma pequena oração para Rottenbacher na esperança de que ele pudesse encontrar um novo item de proteção dentro de duas semanas. Ele pode ter sido um bastardo racista, mas de certa forma, ele ainda mais bondoso do que Stephanie. E se o que ele disse sobre nunca trazer ninguém ao jogo fosse verdade, e ele não merecia morrer por isso.
Eu deixei Stephanie em sua casa. Ela estava exausta. Eu teria lhe dado um beijo, mas eu estava muito enjoado e só queria que todo o calvário acabasse.
- Boa noite – Eu sussurrei pra ela.
- Boa noite, Jack. Eu te amo - ela sussurrou de volta, e saiu do carro e voltou para sua casa.
Eu comecei a dirigir para casa, exausto com tudo que aconteceu.
De repente, meu celular começou a tocar. Eu o peguei. Era uma chamada da Stephanie.
Eu perguntei.
- Alô?
A primeira coisa que ouvi foi um grito, seguido pelo que soava como o barulho de bater em sua porta.
- Jack! Me ajude! Ele está aqui! Ele está aqui, e ele está vindo para mim!
- O quê? Espere! Stephanie!
Fiz uma reviravolta na com o carro e sai em disparada de volta para sua casa. Stephanie estava se tornando mais frenética.
De repente, do outro lado da linha, ouvi o som de sua porta sendo surrada, seguido por outro grito. Eu podia ouvir Stephanie gritando no topo de seus pulmões, meu sangue gelou com grito. Eu ainda me lembro do momento perfeitamente, e eu me lembro dos gritos dela palavra por palavra.
- Não, Não, eu não quero morrer! - A adrenalina subiu no meu coração e eu pisei no acelerador. -Não, Não, Por favor, Pare!
Ela gritou novamente e ouvi o que parecia ser o telefone batendo no chão os gritos de Stephanie foi ficando cada vez mais longe.
E, em seguida, o ar morto.
- Stephanie? Stephanie! Responda porra!
Não obtendo resposta, eu desliguei e chamei a polícia.
Quando cheguei na casa de Stephanie, a porta da frente havia sido esmagada, eu estacionei o carro em seu gramado e pulou para fora, carregando minha pistola calibre .45 comigo.
Corri para dentro, procurando pelos corredores. Tudo estava em câmera lenta.
Então, eu fui para o quarto de Stephanie. Eu acendi a luz e verificado todos os cantos com a minha pistola na liderança. Finalmente, eu abaixei a arma quando algo me chamou a atenção no centro da sala. O celular de Stephanie estava jogado no chão ao lado de sua cama.
No meio da sala no tapete, tinha uma pequena mancha de sangue. Não era mais do que algumas gotas. Mas a visão mais arrepiante de tudo era que a partir da borda da cama dela até a porta de seu quarto que levava para o corredor havia um rastro de marcas de garras que ela tinha deixado como algo ou alguém tivesse arrastado para longe de sua condenação.
Eu não aguentava mais. Virei-Me e sai do quarto. Na saída, eu não pude deixar de notar que ela tinha arrancado a maioria de suas unhas arranhando o tapete e que eles estavam espalhados perto dos trilhos que seus dedos haviam deixado.
Eu podia ouvir as sirenes chegando à distância
Passaram os dias, então semanas, depois meses. A polícia fez investigações, eles me questionaram muitas vezes, minha história era sempre igual. Eu disse a eles a verdade, como eu sabia. Eu acho que eles não acreditaram em mim, mas todas as evidências comprovaram minha história e não havia nada que eles pudessem usar para me julgar como culpado. Então eles me liberaram.
As coisas gradualmente voltaram ao normal.
Nossas aulas voltaram ao normal e eu terminei o ano depois fui para a faculdade.
Mas havia uma coisa que ainda me incomodava a respeito de Rottenbacher. É que ele não desapareceu como as outras pessoas. E a Stephanie tinha feito certo e conseguiu seu item, mas mesmo assim ela foi arrastada.
Isso pode significar apenas duas coisas: Ou as regras estavam erradas, ou foi Rottenbacher que se livrou de minha namorada. Se este fosse o caso, eu mesmo vou lançar minha vingança sobre ele.
Bons Pesadelos...
Olá. Você pode me chamar de "Jack". Não é meu nome verdadeiro, mas por enquanto isto é o suficiente que você precisa saber. Acho que chegou a hora de eu contar minha história. Acredite ou não, essa é a verdade. Eu espero que você aprenda com meus erros, mesmo se você ignorar tudo isso como as outras 98% que escutarem minha história até o final. Mas há mais verdade nessa história do que qualquer um de vocês possa imaginar.
Agora, estou fora da escola há três anos, mas antes, um evento em particular ocorreu então eu vou ter de voltar um pouco no tempo para contar a história.
Primeiramente, meus primeiros dois anos e meio do ensino médio, eu estudei em uma escola na parte profunda do Sul da América, perto do Golfo.
Crescemos ouvindo todos os tipos de histórias assustadoras e se há uma lição que nossos pais super conservadores nos ensinou foi que: nunca brinque com coisas desconhecidas.
Até esse momento eu era muito impopular no meu colégio. Meus dois primeiros anos do ensino médio foram uma dor real, porque eu era uma grande idiota e todos riram de mim. Eu era um solitário... E tudo o que eu realmente fazia na aula era jogar meu Game Boy todo dia antes de correr para casa para jogar um RPG que era viciado.
Tudo mudou durante meu primeiro ano, quando nos mudamos para o oeste.
Comecei a frequentar uma escola Católica com não mais de 250 alunos. Foi nessa época que eu finalmente comecei a encaixar e fazer amigos. Ninguém aqui sabia quanto idiota eu era na outra escola, então eu optei por "mudar minha personalidade" e tentei fazer amigos pela primeira vez na minha vida. E quem sabe, talvez até consiga uma namorada bonita se tiver sorte.
Comecei a conhecer pessoas na escola. Em uma escola tão pequena, você acaba conhecendo todo mundo na sua classe.
Meu primeiro dia que eu fiz um novo amigo chamado Sam... E na hora do almoço, optei para sentar com ele e seus amigos. Ele me disse tudo sobre as outras crianças da escola - quem era mais popular, os atletas, assim por diante.
Ele me apresentou a seus amigos, também: Jim, um grande sujeito que tinha uma média de 10 em todas as matérias, Vogelman o nerd e hacker e Thomas um músico que tocava guitarra em uma banda.
Também conheci Stephanie, menina asiática e corajosa. Alguns dos rapazes diziam que ela era uma vadia, mas ela pareceria legal o suficiente. Por algum motivo ela me achava engraçado e por isso começamos a nos encontrar depois das aulas.
Sam me contou muitas histórias sobre ela, como ela costumava fazer alguns lanches e polvilhava todos com Viagra ou despejava laxantes, eles comiam e sofriam o impacto e passavam horas no banheiro. Eu apenas ri educadamente e nunca aceitei as coisas que ela me oferecia para comer, com medo de ser alguma pegadinha dela.
Também havia Rottenbacher. Seu verdadeiro nome era Jason, mas todo mundo sempre o chamava "Rottenbacher" ou "Alemão" porque ele era um nazista hardcore. Ele era rejeitado e solitário. Ninguém queria ser amigo dele. Todos os dias ele usava uma braçadeira suástica vermelha sob o casaco dele onde os professores não podiam ver.
Além disso, no dia das bruxas e nos eventos de fantasia da escola ele sempre ia com seu uniforme nazista e longas botas SS.
Na verdade ele era um angustiado filha da puta. Sempre que tínhamos aula de história e a professora lhe perguntava sobre o nazismo, ele gritava insultos raciais ou étnicos, ele deixava a aula gritando "Heil Hitler!"
Além disso, uma coisa peculiar que chamava minha atenção, Era que mancava como se sentisse muita dor. Sam me disse que alguém viu uma vez apertar um cilício farpado no vestiário de uma Igreja Católica, como seu fosse para se punir por seus pecados.
Era uma escola católica, então as pessoas acreditavam que aquilo era apenas um devoto cristão. Foi meio estranho para um amante de Hitler hardcore como Rottenbacher, mas como eu era noivo no colégio não dei muita importância.
Depois que ele terminou de me apresentar para todos seus colegas, Sam me contou algumas das antigas histórias da escola - incluindo uma lenda urbana que circulou sobre a cidade, uma garota que morreu misteriosamente depois de jogar algo denominado como "O jogo do celular". Se você perguntasse a alguém o que aconteceu, ninguém podia nada de relevante. Sempre disseram que era porque ela jogou “O jogo do celular”
Sam, Stephanie travessa, Rottenbacher nazista, O jogo de telefone celular, Investigação da polícia sobre o desaparecimento da adolescente. Todas essas pessoas e eventos estavam prestes a se juntam para me tirar de um lugar que ao menos gostaria de estar.
Enfim, o segundo semestre passou e num piscar de olhos já era o ultimo ano do ensino médio.
Todo mundo estava de volta para o novo ano escolar, bombeado para iniciar o mais preguiçoso e mais divertido ano de nossas vidas do ensino médio. Mesmo Rottenbacher, ainda mancando em torno da escola fez em Cilicio farpado, ainda jorrando seu nazismo de lixo cada vez que alguém mexia com ele.
O ano começou estranhamente calmo. Mais dois casos de desaparecimento havia acontecido na escola e a policia já estava desconfiando de algum possível serial killer. De acordo com o jornal, a única coisa em comum que a polícia havia encontrado, era que cada pessoa que desapareceu tinha recebido uma mensagem de texto que dizia: "Bem-vindo ao jogo". Mas como as mensagens havia sido enviada de pessoas diferentes a policia descartou essa informação.
Para mim, as coisas finalmente não estavam indo mal. Foi neste ano que finalmente eu comecei a me abrir com varias pessoas. Fiz grandes amizades e pela primeira vez não me sentia sozinho. Aos poucos, comecei a me encaixar em vários grupos e isso fez de mim uma pessoa popular.
Stephanie sempre me acompanhava porque me achava engraçado e por algum motivo ela gostava de minhas piadas. Teve um dia - que eu ainda me lembro como um dos mais felizes da minha vida - ela veio até mim no meio do campus depois da escola e olhou para mim com esses olhos asiáticos bonitos e que cabelos longos, pretos e um sorriso maravilhoso. Eu nunca tinha visto ela tão bonita, ela com jeito um pouco tímida perguntou:
- Jack, você... Quer ser meu namorado?
Eu sorri, pulei de alegria ao ouvir isso. – Mas é claro! Claro que sim - eu disse, então nós nos beijamos na frente de todos. Eu finalmente tinha uma namorada. Ainda me lembro de que foi um dos dias mais felizes de toda a minha vida, se não o mais feliz. Nós saímos depois da escola, íamos ao cinema, namoramos na casa dela e na minha.
Talvez eu não ficasse tão feliz se eu soubesse o que aconteceria nos próximos dias.
Foi um dia na hora do almoço, ela estava sentada com a gente, quando ela mencionou que em uma noite com suas amigas elas ficaram conversando sobre a lenda do “ O Jogo do Celular”. Ela disse que essas meninas sabiam tudo sobre as regras do jogo e que tinha explicado tudo a ela em grande detalhe.
Supostamente, você pode entrar no jogo a qualquer momento era só enviar uma mensagem de texto à meia-noite para o número de telefone correto. A mensagem de texto deveria dizer: "Eu desejo ter o poder de amaldiçoar pessoas". Se fizer certo, você receberá uma mensagem de volta dizendo: "Bem-vindo ao jogo" e supostamente, esta era a razão dada a policia sobre os desaparecimentos.
Stephanie falou mais sobre o jogo e prestamos atenção no que ela dizia.
Ela nos disse que uma vez que alguém esteja dentro do jogo, ele corre risco de vida. Dentro de duas semanas eles seriam submetidos a diferentes tarefas ou então eles seriam arrastados no meio da noite.
Eu interrompi ela – Arrastado? Por quê? Para onde?
Ela ficou em silencio por um tempo antes de responder.
- Eu não sei - ela sussurrou antes de continuar a sua história.
Ela disse que havia duas formas de não ser arrastado:
A primeira era encontrando um item de proteção especial. O item pode ser qualquer coisa. Você nunca sabia o que ia ser, mas tinha que ser algum item que deveria sempre te acompanhar e que estaria sempre te machucando lhe causando muita dor. Este era um preço pequeno dependendo do tempo de vida que ainda lhe resta.
A segunda maneira era trazer alguém para o jogo. Isso poderia ser feito enviando uma mensagem de texto dizendo "Bem vindo ao jogo" para qualquer pessoa que você conheça pessoalmente. Se alguém recebeu a mensagem de texto de outra pessoa que estava no jogo, então isso significava que essa pessoa estava agora no jogo também, e sujeito a todas as mesmas regras e consequências do jogo. Se a pessoa não encontrar um item de proteção a si mesmo, ou trouxer outra pessoa ao jogo, então eles também seriam arrastados.
O problema dessa segunda forma é a seguinte: Enquanto o item de proteção te proteja por tempo indeterminado. Trazer alguém para o jogo, só aumenta o tempo para você encontrar um item de proteção por mais duas semanas. Se depois trouxer mais alguém apenas uma semana. Eventualmente, o período de carência iria ficar cada vez mais curto. E nesse tempo você teria que encontrar seu item de proteção.
Mesmo que isso parecesse um episódio do arquivo X, eu não gostava de ouvi-la falar sobre essas coisas, então eu disse a ela que era um monte de bobagens.
- Você realmente acha bobagem? - Ela perguntou. -Se isso for verdade imagine o quão legal isso seria capaz de amaldiçoar quem mexeu com você, trazendo elas para o jogo! Você poderia se livrar de qualquer um e ninguém jamais saberia que foi você.
Eu nunca tinha ouvindo Stephanie falando desse jeito. Ela quase parecia insana com o pensamento de vingança. Verdade seja dita, isso me assustou um pouco.
Então eu disse a ela – Nós não devemos ir brincar com coisas além de nossa compreensão. E se você se envolvesse com isso e descobrisse que é verdade? Eu não sei o que faria se algo acontecesse com você! Me prometa que você não vai mexer com essas coisas!
Ela me deu um olhar engraçado – Eu nunca pensei que você seria o tipo de pessoa a tem medo dessas coisas bobas, Jack.
- Bem, eu só não acho que é certo mexer em coisas que você não entende – Eu olhei preocupado pra ela – Agora me prometa Stephanie. Promete que não vai tentar fazer isso.
Ela suspirou – Tudo bem, tudo bem. Eu não vou tentar jogar o jogo do celular. Você está feliz agora?
Eu disse que sim, mas verdade seja dita, eu estava com medo. Eu não acreditei nela. Em todo esse tempo que estivemos juntos eu nunca desconfiei que ela mentia pra mim ou que me traísse, mas eu podia ver em seus olhos que ela tentaria esse jogo. Mas desta vez era sério.
Então, alguns dias depois, ela se aproximou de mim e nos disse que havia entrado no jogo do celular, eu me irritei.
-O que você está pensando, Stephanie? Você me prometeu que não faria isso!
- Sim, sim eu sei! Mas não é nenhuma grande coisa. Eu já tenho tudo planejado. Além disso, se for verdade e funcionar, será uma oportunidade que eu não deixaria passar.
Ela ergueu seu celular e disse – Veja você mesmo.
Uma mensagem de texto é aberta na tela que dizia: "Bem-vindo ao jogo".
- Meio estranho, não é? Eu recebi logo depois que enviei o texto à meia-noite, assim como as meninas disseram.
Meu queixo caiu. Eu fiquei sem palavras e aterrorizado. Este jogo não pode ser real, não é?
- Stephanie, se isso for real, então você está em perigo agora. Você só tem duas semanas para encontrar seu item de proteção.
- Eu sei. É por isso que eu mandei o texto para Rebecca. Vou descobrir se o jogo é real ou não!
- Você fez o quê? Mas Stephanie, se isso for real, então significa que você pode ser uma assassina! A Rebecca agora poderia morrer por sua causa! -
-Relaxe, Jack. Eu realmente não acredito em nada dessas coisas. Mas por via das duvidas, Rebecca sempre foi uma vadia. Eu percebi o jeito que ela olhava pra você durante as aulas. Ela deu a mesma risadinha maliciosa dela que eu sempre amei. Mas desta vez, eu não me senti confortável com isso.
Algumas semanas se passaram e nada aconteceu. Mas então, um dia, Rebecca não apareceu na escola. Na hora do almoço, Stephanie estava sentado em torno de nós, como de costume, quando o assistente principal veio dar um aviso com seu megafone.
- Peço um pouco de atenção, por favor – Todo ficou em silêncio. – A polícia nos informou que uma de suas colegas, Rebecca, esta desaparecia.
A Pele dourada de Stephanie ficou branca. Ela congelou.
- Os pais delas estão muitos preocupados. Se algum de vocês sabe alguma coisa sobre isso, por favor, venha falar comigo depois da aula. Por enquanto é isso.
- Stephanie ... – Eu sussurrei. Eu estava com muito medo por ela. Eu estava com muito medo de que ela poderia fazer. Ela olhou para mim e disse – Não diga nada.
Ela se levantou e saiu correndo do refeitório. Eu persegui atrás dela.
- Stephanie! Stephanie! O que você está fazendo?
Ela continuou correndo de mim então tirou seu telefone do bolso.
- Não tente me parar, Jack. Para sobreviver eu vou precisar de mais tempo. Posso ficar mais uma semana se eu colocar alguém no jogo, e isso vai me dar três semanas para encontrar.
- Stephanie, ouça o que esta dizendo, quem você pensa em amaldiçoar agora? Você mataria mais alguém por um pouco de tempo extra? Olha o que aconteceu com você!
Ela começou a chorar.
- Eu sei porra! Mas eu sei quem eu vou amaldiçoar. Ninguém vai sentir falta dele, eu prometo.
- Stephanie, isso não está certo. Você não pode fazer isso. Ninguém merece isso. Deixe-me ajudá-la! Podemos encontrar um objeto de proteção para você, juntos!
Ela se virou e me mostrou seu telefone celular. Ela tinha acabado de enviar uma mensagem que dizia: "Bem-vindo ao jogo".
Ela enviou para Rottenbacher.
Eu comecei a chorar. Agarrei-a tão firmemente quanto pude. – Stephanie, Stephanie. Eu te amo. Mas eu sinto muito. Isso não está certo. Nada disso é certo.
Ela segurou em mim e começou a chorar profundamente também. Nos abraçamos lá por quase uma hora. Eu ainda me lembro como se fosse ontem.
Então, naquela noite, antes de irmos para casa, nós dois resolvemos que começaríamos a procurar um item de proteção no dia seguinte. No dia seguinte, eu estava andando com Stephanie, depois da escola, quando Rottenbacher se aproximou de nós com o seu telefone celular. Ele estava furioso.
- Isso é algum tipo de piada sua vadia de olhos puxados?
Verdade seja dita, eu achava que Rottenbacher tinha o direito de estar um pouco irritado. Claro, ele era um maníaco pervertido nazista, mas com todos os boatos de assassinato por aí, eu poderia imaginar alguém estar com raiva após receber uma mensagem de texto como essa.
Mas mesmo assim, eu não ia deixar ninguém falar com a minha namorada assim.
- Hey cara, olha o respeito! Essa não é a forma de se falar com uma dama!
- Dama? – Rottenbacher gritou – Essa não é nenhuma dama! Ela é apenas uma vadia e ela tentou me matar! Aposto que você matou a outra menina, também, não é? Rebecca? Ela está desaparecida por sua causa não é?
Stephanie começou a chorar novamente.
Eu puxei meu braço para trás e dei um soco tão forte que pude no rosto do Rottenbacher. Ele tropeçou para trás alguns passos e passou a mão na boca, da qual escorria um pouco de fluxo de sangue, mas ele manteve a compostura.
Eu meio que pensei que ele iria pra cima de mim para me bater.
Depois de um momento ele falou:
- Você não entende né Stephanie? Eu já estou no jogo. Eu sempre estive. Eu sei das regras e o tempo extra que você tem. Mas ao contrário de você, eu nunca precisei matar ninguém. "
- Bobagem – Eu disse – Se tudo isso é verdade, então como é que você ainda esta vivo?
De repente, me lembrei do cilício que Rottenbacher usava em torno de sua perna que lhe causou a mancar em agonia, e que Stephanie tinha me dito na hora do almoço.
Sempre que um novo item de proteção foi descoberto, o que quer que fosse, faria com que seu portador a sofra.
- Você tem um item de proteção.
Os olhos de Stephanie se iluminaram. Ficou claro que havia percebido a mesma coisa que eu tinha. Rottenbacher sorriu – Isso mesmo, e se eu fosse sua namorada, me preocupava em encontrar algum item ao invés de fazer novas vitimas.
Stephanie olhou para ele com medo em seus olhos.
Os dias se passaram e por mais que tentemos, Stephanie e eu não conseguíamos encontrar nada que poderíamos qualificar como um item de proteção. Estávamos nos aproximando do prazo de duas semanas e ela estava parecendo cada vez mais assustada a cada dia. Seu cabelo estava uma bagunça, sua personalidade geralmente borbulhante era triste e perturbada. Ela olhava para o nada durante as aulas e orava constantemente.
Após o prazo de duas semanas, nós dois estávamos aterrorizados. Ela veio até mim na escola e disse: - Jack, eu quero que você durma comigo esta noite. Fique comigo a noite toda. Não deixe que me peguem.
Eu não podia recusar. Eu apareci em sua casa tarde da noite e entrei pela sua janela. Dormimos juntos. Foi agridoce.
Ela foi dormir me segurando, mas eu fiquei acordado a maior parte da noite observando e esperando, até que eu finalmente cai no sono por volta das 4:30 da manhã de tão exausto.
No dia seguinte, quando acordei, tudo que eu conseguia pensar era "Stephanie!" Eu olhei ao redor freneticamente. Ela não estava na cama ao meu lado.
- Stephanie! – Eu gritei alto e sai da cama e comecei a procurá-la. Caminhei em sua cozinha.
- Não fale tão alto – disse uma voz. Era Stephanie. Eu me virei para vê-la sentada em uma mesa redonda na cozinha. Ela estava sorrindo e parecia tão aflita como sempre.
Dei um suspiro de alívio.
- Meus pais já foram trabalhar, mas eu não quero que os vizinhos a fiquem desconfiados de alguma coisa.
Chorei de alívio. O tempo extra dela tinha acabado e ela estava segura. Nada havia chegado para ela. Corri todo o chão da cozinha e abracei ela e nos beijamos.
Tudo estava normal.
Por duas semanas.
Então eu fui para a escola um dia e nove de nossos colegas havia desaparecido, incluindo Sam.
Todo mundo estava apavorado. Ninguém sabia o que tinha acontecido com eles ou para onde eles teriam ido. Ninguém sabia, exceto eu e a pessoa que era responsável por isso: Stephanie.
Se a quantidade de tempo prolongado foi reduzido pela metade a cada vez que ela trouxe alguém para o jogo, significava que seu tempo extra estaria funcionando novamente até esta noite.
Eu confrontei ela sobre isso depois da escola.
- Stephanie, a polícia está ficando desconfiada. Você não pode mais fazer isso, e eu não posso te ver fazendo isso. Isso é errado. Ele é mau!
Ela me olhou em silêncio. Ainda me lembro do olhar em seus olhos naquele dia. Neste ponto, tornou-se claro para mim que a menina que eu tinha conhecido e amado estava muito longe, e tudo o que restava era uma desalmada, perversa que se agarrava à vida e temia a morte mais do que tudo. Mas mesmo assim, eu ainda a amava mais do que tudo. Ela foi minha primeira e única namorada, eu não poderia deixá-la ir. Eu não podia deixar que nada aconteça a ela.
- Está tudo bem – ela disse – Eu não vou mais fazer isso. Eu aceito o que as consequências. Ninguém mais vai morrer por minha causa.
- Stephanie ... você tem certeza? Talvez ainda podemos encontrar um item de proteção para você se procurarmos agora.
Ela olhou para baixo tristemente – Não há mais motivo para fugir do meu destino. Só quero passar a noite com você hoje à noite, ok? Só mais uma noite juntos. Isso é tudo que eu quero.
Eu fiquei com o coração partido. Tudo era muito melancólico e muito melodramático. Eu estava tão triste ao ouvir suas palavras que ela seria tirada de mim.
Eu vomitei. Vomitei e vomitei repetidamente em uma lata de lixo próximo de nos tentando revidar um fluxo interminável de lágrimas.
Naquela noite, ela dormiu comigo de novo. Doente, fraco e cansado, eu desmaiei de cansaço perto das 3h00.
Menos de uma hora depois, eu acordei com um sobressalto.
Stephanie foi embora.
Sentei-me e olhei em volta, em seguida encontrei um bilhete. Eu li.
“[Jack]: Sinto muito por ter mentido para você novamente, mas eu não estou pronto para morrer ainda"
Um calafrio percorreu minha espinha. Eu continuei a ler.
"Eu descobri o que eu preciso fazer. Não se preocupe, como eu prometi, ninguém vai morrer por minha causa”
O que ela poderia estar pensando? Eu olhei em volta do meu quarto. De repente, notei que a pistola calibre 45 que meu pai comprou-me para o meu aniversário de 18 anos havia desaparecido do meu quarto, e agora tudo fez sentido.
É por isso que ela queria passar a noite comigo esta noite. Ela queria que a minha arma. ela estava planejando ir atrás Rottenbacher e tomar o seu item de proteção.
O tão rápido que pude coloquei uma roupa e sai correndo para o carro do meu pai. Eu saí em disparada em direção apartamento de Rottenbacher.
Quando cheguei lá, notei que a fechadura havia sido baleada e de fora e ouvia vozes no vindo de dentro.
Eu empurrei a porta aberta – O que está acontecendo aqui? – Eu gritei.
Olhei em volta. Stephanie estava apontando a arma para. As paredes do apartamento estavam cobertas com fotos de Adolf Hitler e banners suástica. Havia chicotes e correntes espalhadas pelo chão do quarto. Rottenbacher estava pisando em torno de pijamas de manga cumprida e xingando ela em sua forma neonazista típica, gritando sobre 'invasão de domicílio' e sobre "chamar a polícia" e isso e aquilo. Ele estava mesmo usando aquela braçadeira nazista estúpida. Era óbvio que esse cara era um fanático louco.
Stephanie gritou para ele – Cale a boca!
Ela disparou dois tiros contra a parede atrás dele.
- Agora me dê essa coisa farpada de tortura que você está sempre usando, ou eu vou matá-lo agora mesmo.
A voz dela era assustadora.
Rottenbacher ficou no lugar por um momento e, lentamente começou a tirar as calças do pijama.
- Você está cometendo um grande erro. Você deveria apenas aceitar as coisas como são e morrer com dignidade. Você não vai conseguir acabar com isso.
Ele tirou o Cilicio de sua perna, do qual escorria uma pequena quantidade de sangue e entregou a ela.
Imediatamente, ela colocou-o em sua própria perna com uma mão, mexendo com a minha pistola, enquanto ela apertou até doer, e sua própria perna começou a sangrar um pouco.
- Vamos, Jack – Ela sussurrou e se virou para sair.
Comecei a sair com ela. Do apartamento, ouvi gritos de Rottenbacher.
- Você não vai se safar dessa! Ele vai vir para você e ele vai arrastá-lo para o inferno pelo o que você fez! Você vai pagar pelas vidas dos seus colegas!
Eu podia ver que ela estava chorando um pouco à medida que nos afastávamos.
Eu estava mal. Fiquei enojado com tudo isso. Eu fiquei com nojo de Stephanie por ser tão cruel e egoísta, e eu fiquei com nojo de mim mesmo que assisti tudo isso e vendo os sinais, e não fazer nada para detê-la. Mas pelo menos agora ela estaria segura.
Enquanto caminhava de volta para o carro, eu fiz uma pequena oração para Rottenbacher na esperança de que ele pudesse encontrar um novo item de proteção dentro de duas semanas. Ele pode ter sido um bastardo racista, mas de certa forma, ele ainda mais bondoso do que Stephanie. E se o que ele disse sobre nunca trazer ninguém ao jogo fosse verdade, e ele não merecia morrer por isso.
Eu deixei Stephanie em sua casa. Ela estava exausta. Eu teria lhe dado um beijo, mas eu estava muito enjoado e só queria que todo o calvário acabasse.
- Boa noite – Eu sussurrei pra ela.
- Boa noite, Jack. Eu te amo - ela sussurrou de volta, e saiu do carro e voltou para sua casa.
Eu comecei a dirigir para casa, exausto com tudo que aconteceu.
De repente, meu celular começou a tocar. Eu o peguei. Era uma chamada da Stephanie.
Eu perguntei.
- Alô?
A primeira coisa que ouvi foi um grito, seguido pelo que soava como o barulho de bater em sua porta.
- Jack! Me ajude! Ele está aqui! Ele está aqui, e ele está vindo para mim!
- O quê? Espere! Stephanie!
Fiz uma reviravolta na com o carro e sai em disparada de volta para sua casa. Stephanie estava se tornando mais frenética.
De repente, do outro lado da linha, ouvi o som de sua porta sendo surrada, seguido por outro grito. Eu podia ouvir Stephanie gritando no topo de seus pulmões, meu sangue gelou com grito. Eu ainda me lembro do momento perfeitamente, e eu me lembro dos gritos dela palavra por palavra.
- Não, Não, eu não quero morrer! - A adrenalina subiu no meu coração e eu pisei no acelerador. -Não, Não, Por favor, Pare!
Ela gritou novamente e ouvi o que parecia ser o telefone batendo no chão os gritos de Stephanie foi ficando cada vez mais longe.
E, em seguida, o ar morto.
- Stephanie? Stephanie! Responda porra!
Não obtendo resposta, eu desliguei e chamei a polícia.
Quando cheguei na casa de Stephanie, a porta da frente havia sido esmagada, eu estacionei o carro em seu gramado e pulou para fora, carregando minha pistola calibre .45 comigo.
Corri para dentro, procurando pelos corredores. Tudo estava em câmera lenta.
Então, eu fui para o quarto de Stephanie. Eu acendi a luz e verificado todos os cantos com a minha pistola na liderança. Finalmente, eu abaixei a arma quando algo me chamou a atenção no centro da sala. O celular de Stephanie estava jogado no chão ao lado de sua cama.
No meio da sala no tapete, tinha uma pequena mancha de sangue. Não era mais do que algumas gotas. Mas a visão mais arrepiante de tudo era que a partir da borda da cama dela até a porta de seu quarto que levava para o corredor havia um rastro de marcas de garras que ela tinha deixado como algo ou alguém tivesse arrastado para longe de sua condenação.
Eu não aguentava mais. Virei-Me e sai do quarto. Na saída, eu não pude deixar de notar que ela tinha arrancado a maioria de suas unhas arranhando o tapete e que eles estavam espalhados perto dos trilhos que seus dedos haviam deixado.
Eu podia ouvir as sirenes chegando à distância
Passaram os dias, então semanas, depois meses. A polícia fez investigações, eles me questionaram muitas vezes, minha história era sempre igual. Eu disse a eles a verdade, como eu sabia. Eu acho que eles não acreditaram em mim, mas todas as evidências comprovaram minha história e não havia nada que eles pudessem usar para me julgar como culpado. Então eles me liberaram.
As coisas gradualmente voltaram ao normal.
Nossas aulas voltaram ao normal e eu terminei o ano depois fui para a faculdade.
Mas havia uma coisa que ainda me incomodava a respeito de Rottenbacher. É que ele não desapareceu como as outras pessoas. E a Stephanie tinha feito certo e conseguiu seu item, mas mesmo assim ela foi arrastada.
Isso pode significar apenas duas coisas: Ou as regras estavam erradas, ou foi Rottenbacher que se livrou de minha namorada. Se este fosse o caso, eu mesmo vou lançar minha vingança sobre ele.
Bons Pesadelos...
11 de setembro de 2014
REC Recordações Macabras - Parte 06 / Creepypasta
REC, Recordações Macabras - Parte 06 é a continuação de uma creepypasta inédita do Acervo Maldito. Após os acontecimentos do episódio anterior o clima vem ficando cada vez mais tenso e dessa vez Felipe e Lucas ( personagens) conhecem uma nova pessoa vai acompanhá-los pela estrada.
5 de setembro de 2014
Pesadelo - Creepypasta
Essa creepypasta que apresentarei hoje foi escolhida como
vencedora de um concurso cultural realizado pelo Medo B, Acervo Maldito e Milho
Wonka em nosso grupo do facebook...
Recebemos diversas histórias e todas elas foram incríveis aliás,
se pudéssemos todas elas receberiam prêmios, mas...
Parabéns Larissa Medeiros, entraremos em contato por email
para que você possa retirar seu prêmio.
Lembro de quando cheguei aqui, não estava assim.
Levantei da poltrona, todos tinham sumido. As luzes estavam apagadas, algumas piscando. Eu não ouvia mais nada, era tudo silencioso, silencioso até demais... Caminhei até a porta, ela estava escancarada para trás, foi então que senti aquele cheiro podre. Não estava entendendo mais nada.
Empurrei a porta para trás e quando pus os pés para fora daquela sala cheguei a sorrir, pois só podia ser piada. As paredes estavam marcadas com sangue e era dali que exalava o cheiro ruim.
Sempre fui uma pessoa séria e metida a corajosa, mas aquilo estava realmente estranho.
Dei passos lentos até o outro corredor, nunca tinha me dado conta de como aqueles corredores eram compridos, longos corredores completamente brancos, marcados com sangue e com um cheiro desagradável. Estava me sentindo em um labirinto.
Logo que virei no próximo corredor tomei um susto, mas acabei rindo de mim mesma, era só meu reflexo no espelho.
Tentei abrir a porta da recepção, mas estava trancada, lá dentro havia um telefone. Tentei abrir a porta de saída, também estava trancada... Aquilo estava começando a ficar sem graça. Meu celular e chaves de casa tinham sumido de meus bolsos.
“Que merda tá acontecendo aqui?”
Senti o coração apertar quando ouvi batidas vindo de outro corredor, foi apenas um susto. Então ouvi som de correntes vindo de mais um corredor, por algum motivo aquele som me deixou um tanto nervosa. Do lado das correntes, também ouvi passos, por um momento senti um alívio cair sobre mim, não estava sozinha. Sem pensar duas vezes fui em direção ao som dos passos e ao chegar no outro lado, eu gelei...
Era a mulher que eu sempre via... Aquela mulher magra, alta, pálida, loira com cara de louca... Ela sempre tentou me matar...
Ela sorriu para mim com aquela expressão que fazia meu sangue parar de circular. Em suas mãos carregava uma corrente e caminhava em minha direção vagarosamente...
Aquela garota metida a corajosa? Acabou de sumir... Corri em direção ao outro corredor e tudo que ouvia era as gargalhadas dela.
Corri, corri o mais rápido que pude para longe daquele corredor. Achei uma porta aberta e me refugiei ali, tranquei a porta. Fui até um armário e me escondi nele, como uma criança desesperada. Fechei meus olhos e respirei fundo, só podia estar delirando de novo... Tudo se silenciou novamente.
Uma respiração pesada e lenta começou... Podia senti-lá a frente do meu rosto, muito próxima... A respiração tocava minha face até que ouvi ao pé do meu ouvido:
-Abra seus olhos...
A respiração ficava mais forte e começaram batidas na porta. Espremi os olhos, não queria ver o quê era e naquele momento me arrependi de ter me negado; Algo gelado tocou meu rosto e começou a puxar meus olhos para abri-los. Acabei abrindo...
Sorriu com as mãos grudadas em meus olhos e tudo que consegui fazer naquele momento foi chorar. Não sabia se aquilo era uma pessoa, um animal, um monstro...
A porta do armário abriu.
Por que fugiu? - Ela perguntou rindo.
Pegou-me pelos pés e me arrastou para fora do armário. O outro ser segurou meus braços e a mulher entregou a corrente para o outro, ele me prendeu e ela sentou em cima de mim. Puxou meus olhos novamente para que ficassem abertos e começou a sorrir psicoticamente.
4, se concentra em minha voz.
Com um dos dedos a mulher começou a passar a unha dentro do meu olho.
3, respira fundo.
A agonia me tomou conta. A unha começou a forçar contra meu olho.
2, nenhuma ferida é real .
A dor e a angustia já me consumiam. A unha estava perfurando meu olho e sentia o sangue escorrer por meu rosto.
1, Rosemary, acorda!
Abri meus olhos mais uma vez, agora tudo estava diferente: Todas as luzes acesas, apenas cheiro de limpeza e o som de tudo funcionando. Katherine, minha psiquiatra, estava a minha frente com aquela expressão preocupada rotineira. Eu tentei levantar, mas a camisa de força atrapalhou.
A consulta acabou, o enfermeiro me acompanhou até meu quarto enquanto eu observava aquele corredor longo e branco, agora limpo.
Entrei no meu dormitório e sentei em minha cama esperando que chegassem com os sedativos.
Senti uma picada, logo uma tontura e meus olhos começaram a ficar pesados. O enfermeiro tirou minha camisa de força e me deitou na cama, logo que saíram fechei os olhos, mas algumas batidas me impediram de dormir de vez. Levantei um pouco a cabeça para ver o quê era... Lá estava ela... Sorrindo e acenando do outro lado da porta...
Rose, estou te esperando.
4 de setembro de 2014
Corpo
O testemunho a seguir foi enviado a mim recentemente por um velho amigo. Eu não ouvi falar dele desde então, mas espero que ele esteja bem.
******
Como você deve saber, eu estou em treinamento para ser um juiz. Minha formação estava quase completa e eu estava trabalhando num estágio remunerado como um médico legista bem conhecido na área de Washington. Tudo isso mudou algumas horas atrás, quando fui demitido do cargo por me recusar a participar no que eu acredito ser um acobertamento. Mesmo que tenha sido alertado sobre as "consequências" se vazasse quaisquer informações sobre este caso, a minha consciência não ficaria bem se eu ficasse quieto. Isso é algo que as pessoas precisam saber.
Há alguns dias recebemos um telefonema da polícia do Metro sobre um possível corpo descoberto na linha vermelha. Desde que comecei a trabalhar como legista, temos respondido a algumas chamadas no sistema de metrô. A primeira vez foi uma mulher que tropeçou em uma mala de alguém ao tentar ultrapassa-la nas escadas rolantes. Ela acabou com o pescoço quebrado. Duas vezes fomos chamados por um ataque cardíaco. E uma vez para um assalto tarde da noite. O pobre rapaz foi esfaqueado várias vezes no estômago, mesmo ele tendo entregado o relógio e carteira para o assaltante. Até agora eu não vi nada especificamente sangrento e foi um pouco de decepcionante quando disseram que era apenas um homem caído no trem. É errado desejar ser chamado a um caso que alguém foi empurrado nos trilhos do trem?
Enfim, quando chegamos, os paramédicos já estavam em cena, então nós achamos que era apenas um desentendimento e fomos chamados para fora prematuramente. Mas a fita da polícia bloqueou toda a plataforma da estação. Do nosso ponto de vista no topo das escadas rolantes poderíamos dizer que algo não estava certo. Os paramédicos do lado de fora da porta do carro do trem e eles não estavam realmente fazendo nada, exceto discutindo e apontando para um corpo caído contra uma janela dentro. Poderíamos ter ido embora, mas decidimos dar uma olhada de qualquer jeito só para ver o que estava acontecendo.
Quando nos aproximamos, ouvi um pouco da conversa entre os dois paramédicos. "Ele está morto, não é?", Disse o mais velho dos dois. "Sim, mas os mortos não fazem... isso." Fazer o quê? Eu pensei. Uma vez que eles nos viram, eles rapidamente concordaram que o homem estava morto e logo saiu de cena para nós analisarmos. É evidente que esta não era uma chamada que eles queriam lidar; Eu podia sentir isso.
A polícia também não era de muita ajuda. Eu conversei com os policiais na cena enquanto o Doc entrou para dar uma olhada no homem no trem. Um dos detetives comentou que não havia sinais de assassinato. Todas as testemunhas afirmaram que o cara simplesmente sentou-se como todos os outros e em seguida, parou de respirar. Causas naturais, pensei, parecia só mais um caso seco, mas quando olhei por cima do meu ombro para o Doc, ele parecia... Confuso.
- Olhe para isso - disse ele para mim quando eu entrei no vagão. Ao me aproximar, parecia que o homem estava dormindo, como qualquer passageiro faz quando sabem sua parada ainda não esta perto.
- Olhar para o que? - Perguntei.
- Os olhos.
A cabeça do homem estava para frente, com o queixo no peito, de modo que eu tinha de me ajoelhar para conseguir uma boa olhada em seu rosto. Quando fiz isso, o Doc começou a falar alto consigo mesmo, como ele costuma fazer, apenas repassando sua lista mental.
- Ele não respira, não tem pulso e sua pele esta gelada. O tempo aproximado da morte: 6 a 8 horas atrás.
Estou no corredor do trem, tentando fazer uma analise com uma lanterna pino já que a pouca iluminação no trem não estava ajudando muito as coisas. Os olhos do homem estavam abertos e eles pareciam estar olhando para mim. Não é raro, por isso, eu me inclino mais perto na esperança de descobrir o que é o Doc queria que eu visse, de modo que eu não parece um idiota e então... O cadáver piscou.
Eu dei um salto para trás tão rápido quanto um mangusto pularia para se afastar de uma cobra.
- Mas que porra é essa? - Eu tentei dizer.
- Exatamente - disse o Doc.
- Tem que ser apenas um espasmo muscular, certo?
- Eu também pensei nisso – diz ele – Mas veja isso – Ele pega o cara pelo cabelo e puxa a cabeça para trás. Com a outra mão ele acena um dedo na frente dos olhos abertos do homem, que, em seguida, começaram a acompanhar como o Doc move o dedo para a esquerda e para a direita. Então o homem olhou para mim e piscou novamente.
- Você já viu algo assim antes? -Eu pergunto.
- Não.
- E ele está morto?
- Morto como uma porta.
Deixamos o oficial encarregado sabemos que não foi possível determinar a causa da morte no local. Uma necropsia completa teria que ser feita para fazer qualquer tipo de determinação. Ela fez uma nota no relatório que este corpo tinha uma tendência a segui-lo com seus olhos e ocasionalmente piscar. Extraoficialmente, ela me contou que o caso inteiro o incomodava. O homem, segundo ele, não tinha qualquer identificação, cartões de crédito, relógios, joias, um telefone ou até mesmo dinheiro. Tudo o que eles descobriram sobre ele foi um bilhete de metrô e um guardanapo em seu bolso.
Uma vez que estávamos de volta no escritório, nós vestimos os macacões de exame, e fui responsável em despi-lo. O cadáver me olhava o tempo todo enquanto eu tirava seu terno. Ele até piscou para mim uma vez. Além disso, algumas coisas estranhas foram observadas sobre o vestuário. Primeiro, ele não estava usando roupas íntimas. Normalmente as pessoas usam uma camiseta, boxers ou cuecas e meias. Esse cara não usava nenhuma dessas coisas, mas por alguma razão, ele tinha em dois cintos, um sobre o outro.
O Doc ligou o gravador e em seguida, ligou a serra circular. Eu vi como realizou incisão, e eu fiz uma nota mental de sua técnica perfeita para que eu pudesse tentar fazer melhor da próxima vez. Eu estou lhe dizendo, o Doc é um verdadeiro artista. Em seguida veio o agradável som de estalo quando a caixa torácica foi arrombada. Enquanto isso acontecia, os olhos do homem nos observavam. Eu quase podia jurar que ele estava sorrindo, também.
Durante a hora seguinte, o Doc fez anotações do exame. Ele me entregou cada órgão para ser pesado e catalogado. Não havia nada de estranho ou fora do comum sobre qualquer um dos órgãos internos.
- Tudo bem – disse o doutor – agora vamos dar uma olhada em sua cabeça. Eu quero ver o que está causando o movimento dos olhos.
- Você se importa se eu vendar os olhos dele?
Tentei permanecer tão profissional quanto pude, mas o piscar constante me enervava. O Doc autorizou, por isso, tomei um pouco de fita de sutura e trabalhei até a coragem de fechar manualmente as pálpebras do cara. Imediatamente ele começou a se mover. Todo o seu rosto estava convulsionando e contorcendo-se, tentando se libertar da fita.
- Acho que ele não gostou da ideia – disse Doc e então ele tirou a fita os olhos do homem. Os movimentos violentos pararam imediatamente e o homem piscou para o Doc.
- Isso não é normal! – eu disse.
- Há uma razão científica para tudo. É o nosso trabalho para encontrá-lo – Doc respondeu.
- Mas ele estava lutando para tirar a fita dos olhos!
- Eu acho que ele quer ver. Agora que você deseja remover o crânio, ou quer que eu faça?
Estou muito abalado para lidar com o equipamento, assim acho melhor apenas ver como o Doc usa a serra em torno de crânio do homem. O bastardo ainda está sorrindo. Eu tenho certeza disso. Ele está olhando para mim e piscando seu olho esquerdo, depois de seu olho direito. Eu ouço o som de estalo familiarizado causado pelo topo de um crânio que está sendo puxado para fora.
- Whoa. Okay... - diz o doutor.
- O que é isso? – Pergunto enquanto ando ao redor para ver o que ele está vendo. Os olhos do homem me seguem, é claro.
- Acho que você deve ver isso.
Oh meu Deus!
Não tem nenhum cérebro!
- Doc? - Eu pergunto.
- Agora não. Arrume suas coisas e vá para sua casa. Vou terminar de limpar isso. - Ele disse isso enquanto disca um número no telefone.
- Mas...
- Vá logo! Eu ligo para você mais tarde. - Isso não foi pedido, foi uma ordem. Eu faço o meu caminho até a porta, sabendo que o homem ainda está olhando para mim. - E não diga nada a ninguém.
O Doc nunca me ligou de volta. Cada vez que eu tentava contato, caia na caixa postal. Tentei voltar no dia seguinte; mas o segurança não me deixou no prédio. Disseram que eu era para aguardar novas instruções, e que eu receberia licença remunerada.
Isso foi há quatro dias.
Esta manhã eu ouvi uma batida na minha porta. Era um homem que disse que ele estava no escritório do médico legista, mas parece que ele trabalha com a CIA, FBI, NSA, ou alguma outra agência de três letras. Ele perguntou se poderia entrar para conversar. Eu abri a porta para deixá-lo entrar e quando fiz, notei que havia dois homens vestidos de forma semelhante sentado em um carro preto do outro lado da rua.
Em sua pasta havia o arquivo do caso para o John Doe que foi encontrado no trem. Todas as notas sobre o movimento dos olhos e piscadas foram removidas. Não houve menção de qualquer coisa fora do comum, muito menos um cérebro ausente. Esse arquivo já tem a assinatura do Doc e este homem está pedindo para eu assiná-lo também.
Eu tento dizer a ele o arquivo está errado, mas ele levanta a mão para me impedir de falar. - Esta é a forma que isso aconteceu. Agora o assine – disse ele.
Eu pergunto sobre o Doc. Eu quero saber por que eu não tenho notícias dele. Ele diz que o Doc "se foi" A forma como ele disse isso me fez pensar o pior. Eu me recuso a assiná-lo e peço para falar com o diretor do escritório do médico legista. O homem me informa que seria impossível e que eu seria demitido. Mas demitido não é a palavra que ele usou. A palavra que ele usou foi "executado".
Ele saiu quando eu pedir-lhe para ir embora, mas ele me avisa para não mencionar isto a ninguém ou teria consequências graves. Assim que a porta se fechou atrás dele, eu arrumei uma mochila e sai. Vi que um carro preto estava estacionado no final da minha rua, e eu só poderia ser paranoico. Para me certificar de que não estava sendo seguido, eu mudei de direção várias vezes. Quando eu me senti seguro o suficiente, eu entrei em um bairro residencial próximo e encontrou um sinal de Wi-Fi livre.
Acho que algo estranho está acontecendo aqui em Washington, talvez em outros lugares também. Eu não sei o que poderia ser, mas eu sinto que o Doc e eu vimos algo que não era para sabermos, e agora estamos em perigo. Encontrei número de casa do Doc. Quando liguei para ele foi direto para o correio de voz. Tentei deixar uma mensagem para ele, mas a linha ficou muda depois que eu comecei a falar. Se alguém está monitorando meus telefonemas, é possível que meu carro esteja grampeado também, e eles já sabem exatamente onde estou.
Mais uma vez, talvez eu seja apenas paranoico - ou louco. Talvez haja uma explicação completamente lógico para o cadáver espantalho que olha, pisca e sorri. Eu não posso imaginar como algo assim poderia existir ou por que existiria. Estou com medo; muito, muito medo. Eu decidi que a única coisa a fazer seria escrever isso e enviá-lo a todas as pessoas que eu conheço. Espero que esta informação chegue a alguém.
Se você recebeu este email e não receber outro e-mail meu até amanhã, então eu provavelmente estou morto e você saberá que o que eu escrevi é verdade.
Bons Pesadelos...
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