26 de abril de 2013

A aranha australiana



Andrea e Juan desfrutavam de uma maravilhosa lua de mel, nas paradisíacas praias da Austrália. Estavam em um complexo turístico exclusivo, com praias de areia branca, águas cristalinas e a poucos metros de uma floresta. Era um dos poucos luxos que haviam se permitido após o casamento, pois nesses tempos de crise, tinham que se cuidar para não exagerar nos gastos. Os pais dela tinham insistido e assumido mais da metade do preço da viagem, o que motivou o casal a se aventurar e realizar o sonho de viajar para a Austrália e desfrutar daquelas que seriam as melhores férias de suas vidas.



Os dias passavam rápido, como sempre acontece quando alguém se diverte, e não poderiam ter imaginado um lugar melhor. A “pulseirinha” que haviam contratado com o pacote do alojamento, lhes dava direito a comer, beber e entrar em várias festas totalmente grátis. Era um sonho realizado, que dentro de pouco tempo acabaria, para eles despertarem e voltarem à suas monótonas rotinas de trabalho.

Quando faltavam apenas dois dias para a viagem de volta, conheceram um guia local, que prometeu leva-los a uma cascata que poucos turistas chegaram a conhecer. A viagem não era muito comprida, mas teriam que entrar na floresta a pé, uma caminhada de uns vinte minutos cruzando a frondosa selva. Na manhã seguinte, saíram com o guia, que, com um machete na mão, abria caminho pela mata. A vegetação exótica deixou os recém-casados maravilhados.
Entretanto, nem tudo era lindo. Os mosquitos eram muito insistentes, e até com o corpo banhado em repelente, sempre havia algum suficientemente voraz para atrever-se a picar. O guia lhes ofereceu uma pomada feita de plantas nativas, que foi muito mais efetiva que o repelente de farmácia. Nenhum inseto os incomodou depois que a usaram.

Ao chegar na cascata, Andrea e Juan ficaram abismados com a beleza do lugar, uma pequena lagoa com a água mais limpa que já haviam visto, era adornada por uma queda d’água de uns quatro metros de altura. O canto dos pássaros, a selva em volta deles e o céu azul mais intenso que poderiam ter visto... Era o mais perto do paraíso que já haviam chegado.

O guia lhes disse que voltaria em algumas horas, lhes aconselhou que não se distanciassem do lugar, pois a selva poderia ser muito perigosa e era muito fácil se perder. Não queria incomodá-los em seu último dia de lua-de-mel e, a verdade é que eles também preferiam ficar sozinhos. Largaram suas toalhas e bolsas e começaram a brincar na água, nadavam e se beijavam, sabendo que, provavelmente, seria a última vez que estariam em um lugar como esse.

Meia hora depois, cansados da água, decidiram comer e descansar sobre as toalhas. Quase sem se dar conta, Andrea adormeceu, mas logo despertou do sono com uma forte fincada em seu pescoço. Assustada, deu um tapa na região e jogou para longe um animal escuro que rapidamente se escondeu na vegetação, sem que ela tivesse tempo de ver o que era.

Juan examinou a esposa e viu uma pequena marca vermelha na zona da picada. Passou novamente a pomada que o guia havia lhes dado. Havia sido um descuido não terem se protegido dos insetos após o banho.
Depois de um tempo, já haviam esquecido o assunto, pois a picada não incomodou por muito tempo, e logo chegou o guia para leva-los de volta. Lhes mostrou alguns lugares bonitos que haviam por perto e lhes acompanhou ao hotel, onde entristecidos, começaram a arrumar as malas.

No dia seguinte, com muita tristeza, embarcaram para casa. Uma viagem de avião comprida e cansativa. No aeroporto, as famílias de ambos lhes esperavam para um jantar na casa dos recém-casados, onde foi contado tudo sobre a viagem e mostradas fotos.
Andrea sentia um leve formigamento no lugar da picada, mas foi uma semana depois que começou a complicar. O local inchou e virou um hematoma escuro. O formigamento se converteu em dor, e quase não podia tocar aquela zona, pois começava a latejar.

Juan levou sua mulher ao médico, que lhes disse que Andrea estava com uma forte infecção. Avisou à enfermeira para que trouxesse seu material cirúrgico e lhes explicou que seria preciso uma pequena incisão, para deixar que o pus saísse e começar a tratar a zona. Também teria que tomar antibióticos por, pelo menos, sete dias.

Andrea era muito medrosa, e a ideia de que iriam cortar seu pescoço com um bisturi lhe dava pavor. Contudo, foi uma frase do médico que a deixou paralisada: “Se não ficar imóvel, corre o risco de que eu corte sua jugular.” Paralisada de medo, sentiu quando o médico começou a cortar a zona.
Mas um imprevisto aconteceu.
O médico saltou para trás ao terminar o corte, aterrorizado.
Andrea sentia o sangue deslizar pelo seu pescoço, mas havia algo mais, podia sentir que algo parecia subir até a boca. Como é possível que o sangue subisse e se estendesse por todo seu pescoço até sua nuca? Por que o médico não se aproximava?

Segundos depois, a enfermeira entrou novamente na sala. Havia saído a pedido do médico, para trazer mais gases. Ao olhar para Andrea, começou a gritar desesperada e saiu da sala correndo, deixando com que a porta batesse fortemente.

Andrea levou a mão ao pescoço e pode notar que, o que ela pensava ser sangue, subia em seus dedos. Ao olhar para sua mão, entrou em choque e logo depois caiu desmaiada.
Dezenas de pequenas aranhas, sujas de sangue e pus, se moviam desesperadas entre seus dedos, e muitas mais escapavam pelo corte recém aberto em seu pescoço.

Às vezes você sente uma coceirinha esquisita durante a noite? Cuidado...

Post by: Loucifre
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Bons Pesadelos...


34 comentários:

Bianca disse...

Esses dias minha cadela que dorme comigo acordou durante a madrugada chorando , aí liguei a luz e vi que tinha uma aranha enorme na parede, creeeeedo. Sério, como eu amo minha cadela, salvou minha vida. u.u

caetano-diversão.com disse...

esse creppy não foi nenhum pouco assustador .-.

loucaporanimes disse...

Só uma dica, que já deram milhares de vezes: põe a imagem no final, ou põe uma imagem que não tenha muito haver com o post no começo,porque ela serviu de spoiler, aí perde a graça e o suspense...

Incógnita disse...

q nervoso
odeio aranhas em bando

Sweet Pink disse...

Caetano-diversão

Essa creepy não tinha intenção de dar medo, cara e sim causar um desconforto.. muito embora arcnofóbicos estão em pânico agora, bom, eu pelo menos estou.Se algum cabelo encostar em mim agora eu provavelmente vou sair chorando e gritando.

Muito bom o post !

Anna disse...

dormir na metade, mas curtir muito o final >odeio aranhas<. Ei, isso me lembrou Lenda Urbana 3.

DanieleSantos disse...

Quem já pegou pulga no pé não se assusta... Hahahaha

Rina Za Mac disse...

Eu nunca mais vou dormir '-'

amaru cintra disse...

Ah... Eu queria um creepy melhor... Mas ok :)

Natalie disse...

Fui só eu ou alguem mais notou que a historia acaba do nada? E essa não foi a unica vez, mas tive a sensação de que podia ter algo mais e no entando a historia simplesmente acaba!
#ficaadica

Luci Nagata disse...

Curti!
Adoro suas creepastas
:D
Keep Calm and Fuck it Up that world with Horror and Terro!

Gnomisa disse...

Todo mundo sabe que nada na Austrália é normal. -q

Invisible Girl disse...

Tem uma mosca que faz isso. Só que saem as larvas dela da infecção

Giovanna disse...

Não da medo mas fiquei arrepiada só de imaginar um monte de aranhas cheias de pernas peludinhas andando no meu corpo... :(

Sue Way disse...

O lance da mosca já é repugnante o suficiente, acho que é berne que chamam. Aranha é sacanagem.

RavenClaw~ disse...

Bela bunda. =)

Agnes Silva disse...

Sério? Tenha várias dezenas de aranhas em cima da garota e você diz: "Bela bunda".
Homens...

Sakura Haruno disse...

eu imagino um neguinho com a lanterna na mao se mesturbando :O

Sakura Haruno disse...

escreve sobre o calcanhar de maracuja medo b i bota imagem ia se maneirissimo

André Higor Huçailuk De Paula disse...

Sim,a mulher é picada no pescoço,no meio da selva,e deixam isso pra lá,se fosse um mosquito tudo bem mas,tinha que levar no hospital né? Verídico pra mim.

matheus schramm disse...

Estou sentindo milhares de aranhas andando sobre mim O.O mi nha aracnofobia é fods tô apavorado, desconfortável, sensação que vai acontecer comigop e sensação de milhares de aranhas em mim x.x çocorr

Agnes Silva disse...

André Higor seu comentário faz tanto sentido quanto não comer chocolate na TPM.

Violet demise disse...

achei a creepy sem sal, apesar de que para quem tem aracnofobia deve ter sido horrivel...

D1eg00 disse...

esse tipo de creepy e muito bom, causa um grande desconforto e alem disso eu nao adivinhei como iria acabar, testo bem escrito e sem enrolação. gostei muito =P

Silver Falks disse...

Acho que vou escolher outro lugar para a lua de mel...Coreia do Norte talvez???

mr.trololo disse...

muito boa

Lais Fernanda disse...

Ai ai agora to sentindo aranhinhas andarem por mim aaai minha aracnofobia atacou !!

Hellen disse...

Adorei essa. Ui, que tenso...

Tayuya Uchiha disse...

é Violet foi horrivel pra mim que tenho aracnofobia né mais slá.....

lana disse...

Muito boa! eu tenho pavor de aranhas ainda mais me imaginando no momento sendo picada por uma e dpois de alguns dias até um monte de aranhinhas pequenas saindo do meu pescoço avaa muito irado!

Giovanna Oliveira disse...

E o mais legal é que meu pescoço começou a coçar enquanto eu estava lendo '-'

MrClawns1 disse...

imaginei o final por causa do ''lenda urbana 3'' pesquisem no youtube, e legal ^^

Carla V disse...

Rony Weasley não curtiu isso.

Gatavick ∞ disse...

Droga, eu tenho aracnofobia T_T