21 de junho de 2013

A CORRENTE Capítulo 2 - Estevão Ribeiro

Série A CORRENTE:
(Leia Antes: Prólogo, Capítulo: 1)




... E se eu estiver sonhando novamente?


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A passos curtos, usando camisa branca, calça jeans e sapatos pretos, Roberto chega a um prédio de um desses conjuntos habitacionais destinados à população de baixa renda. Contempla seus cinco andares, com as janelas devidamente gradeadas voltadas para ele, tomando coragem para entrar.
Caminha em direção ao portão de acesso, a única brecha de um metro e meio de largura na extensão de concreto que cerca o prédio. Um portão de ferro que ainda mostra o seu vigor, contendo poucos sinais de ferrugem. Ele analisa o portal e sabe que abrirá assim que tocá-lo, mas hesita em fazê-lo.
Olhando para o céu, Roberto percebe que a escuridão está tomando conta do ambiente, e logo vem a impressão de que não apreciará estar ali quando a noite chegar de vez. Sabe que será um alvo fácil com as trevas dando cobertura para que seus filhos ponham armas em sua cabeça e lhe roubem tudo o que tem, ou coisa pior.
Atravessa o portão de acesso, chegando a um pequeno pátio, uma área de piso grosso, feita de cimento e corante amarelo, um pouco esburacada. Ele observa débeis riscos de gesso e tijolo de construção feitos no chão em formas que lembram quadrados.
Perto dos pés de Roberto alguns riscos, formas misturadas a letras escritas com dificuldade. Ele deixa a imaginação fluir, procurando alguma lógica nas letras mal arranjadas em meio ao desenho. – Iferno – diz para si mesmo.
Com muito esforço, Roberto enxerga as formas de labaredas próximas ao primeiro quadrado de uma fila que o seguia.
– Labaredas... fogo... Iferno... Inferno!
Os garranchos traduzindo números de zero a nove, escritos dentro de cada quadrado, pressupondo uma sequência lógica entre as palavras Iferno e Céu, indicam que ali crianças já se divertiram jogando amarelinha.
Roberto nem nota a ponta do sorriso que se permite. Apesar da umidade, o silêncio que impera naquele lugar o leva a ficar ali por alguns minutos e se lembrar que, quando tinha oito anos, a sua amiga Ester, três anos mais velha, fazia-o desenhar o jogo de amarelinha sob pena de “levar uns cocorotes no cucuruto”.
Deixando de lado as lembranças, Roberto olha para os vestígios da amarelinha e percebe que as primeiras casas perto da palavra de início do jogo estão mais nítidas do que os três quadros acima. Ele nota que os três quadros acima da palavra Inferno, que formam uma pirâmide invertida, contêm os três primeiros números do jogo – o zero, o um e o dois – fora de sequência.
– Zero, dois e um? – diz Roberto, lendo primeiramente o número do quadro central mais próximo à palavra Inferno, seguido pelo da esquerda acima e, finalmente, o da direita, como tradicionalmente se lê. – Êta criançada burra!
Ele se surpreende com o barulho de bater de asas e um pombo cinza e branco caindo, bem próximo à amarelinha. – Minha mãe do céu! O que é isso?
O pombo se contorce, passando por cima do número dois da amarelinha, sofrendo espasmos que o levantam do chão.
Depois de alguns segundos tentando resistir à morte, o frágil animal para. Roberto olha o corpo e percebe que os riscos do quadrado que cercavam o número dois foram apagados pela ave. Ele se agacha com um ar de curiosidade, tentando entender como aquele bicho foi parar ali. Olha para cima e, ao perceber que já escureceu, começa a ficar preocupado com o fato de não saber onde passará a noite.
Olhando para as janelas gradeadas e com luzes apagadas dos apartamentos, Roberto fixa a sua atenção em uma, localizada no segundo andar, com uma luz tímida. Esta, assim como a janela vizinha, são as únicas a não terem grades. Deduz que devem fazer parte do mesmo apartamento. Então olha para os dois números em evidência da amarelinha e para o número dois, agora livre da linha que o aprisionava.
Roberto se sente compelido a passar a mão sobre os quadrados que minutos atrás compunham um triângulo invertido, notando uma estranha relação entre aqueles três números soltos no chão. Há um grande espaço entre os números dois e um e, olhando superficialmente, tem-se a impressão de que o número zero, no centro e abaixo dos dois números, ajuda a compor uma mensagem que poderia ser a sua salvação. – Dois, zero, um. Apartamento dois zero um.
Roberto levanta e abandona o pátio, indo até a entrada dos apartamentos. Ele tenta acionar o interruptor localizado no começo da escadaria para iluminar o ambiente, mas nada acontece. Decide subir as escadas maltratadas, que há muito não recebem uma boa dose de água, vassoura e sabão. Suas paredes descascadas e emboloradas mostram que o local foi esquecido, provavelmente abandonado. Por quê?
Apesar do mau estado, o prédio não parecia tão ruim a ponto de ser condenado pela Defesa Civil ou algo do tipo.
Dois lances de doze degraus separam Roberto do segundo andar. A escuridão da escadaria aumenta a cada passo. Por vezes, sente que não está sozinho e que não demorará muito para trombar com alguém ou algo que não gostaria de ver. Mesmo assim segue, rezando para chegar logo ao segundo andar.
Passada aquela densa escuridão e ainda sentindo que está sendo observado, Roberto se aproxima da porta do apartamento 201. Ele a observa e sabe que não é de ninguém que conheça, sendo, ainda assim, familiar de algum modo.
Hesitante, aproxima a mão direita da maçaneta enferrujada e força, sem conseguir girá-la. Emprega um pouco mais de força do que necessitaria em uma maçaneta normal. Satisfeito ao senti-la girar debilmente, deixando cair fragmentos de ferrugem de sua superfície, empurra a porta, que não responde imediatamente e pede mais força. Roberto olha para a superfície de madeira que teima em resistir e pensa em voltar pela escada que some em meio à penumbra sinistra. Encara novamente a porta, pensando se não é a sua única opção.
– Inferno ou Céu? – indaga, sem saber onde se encontra um ou outro. Dá uma pequena forçada com o ombro, apresentando um argumento melhor à relutante detentora do acesso ao apartamento do conjunto habitacional.
Um som seco de dobradiça enferrujada ecoa pela sala coberta por poeira e fuligem, presenteando as narinas de Roberto com um cheiro nauseante de mofo. A sua primeira reação é o vômito, que fica apenas na intenção. Aparentemente, ele não tem nada no estômago e da experiência ficou apenas o gosto amargo do suco gástrico.
A poeira levantada pelo movimento da porta, notada quando passa pelo facho de luz da pequena abertura da janela, faz Roberto espirrar. Já no meio daquela sala suja, aciona o interruptor que, como o da escada, não funciona.
Numa rápida olhada para o pequeno ambiente, percebe que todos os móveis – luminária, poltronas, mesinha de centro, rack – estão cobertos de lençóis, como pequenos fantasmas de todas as formas e tipos, sujos de fuligem ou algo parecido. Nota ainda duas passagens no recinto: à sua esquerda, perto da janela da sala, encontra-se um corredor que ruma ao desconhecido. À direita, um botijão embaixo da pia evidencia a cozinha.
Levado por uma curiosidade mórbida, ele passeia pela sala no intuito de descobrir o que está fazendo num lugar que, pelo estado, não recebe alguém há tempos. Tateia os móveis cobertos, a grande poltrona de costas para a porta, e caminha em direção ao rack com a TV coberta por um pano sujo.
Objetos à mostra em cima da mesinha de centro coberta chamam-lhe a atenção. São miniaturas de pombos, de todos os tipos e tamanhos; de porcelana, chumbo, madeira, em tons de rosa, azul, verde e branco, dispostos de maneira harmônica. Roberto aproxima a mão do pombo de chumbo, um objeto que está numa posição de voo, imponente como uma águia, mas ainda mostrando a sua fragilidade, pequeno o bastante para caber em sua palma e no seu bolso.
O apartamento assustadoramente sujo e deserto parece aconchegante para Roberto, que se sente no direito de explorá-lo ao máximo. Caminha em direção à janela de onde podia avistar a rua de onde viera. Está mergulhada na mais pura e densa escuridão. As trevas tomam aquele lugar de tal forma que as pálidas luzes dos postes são consumidas antes mesmo de chegar ao chão.
Dentro dos limites do prédio, na área onde Roberto viu morrer o pombo, uma garota negra com seus oito anos, cercada de pombos brancos, cinzas e pretos, brinca de amarelinha, solitária. Está com um vestido branco e descalça. Seus cabelos crespos e secos estão arrumados em pequenas tranças, algumas sutilmente levantadas e outras arqueando sobre o rosto. Ela expõe no rosto um sorriso decorado, amarelo da cor do chão, quase artificial.
Roberto fica ali na janela da sala do apartamento 201, observando a garotinha brincar, indagando-se se não era perigoso para ela ficar lá fora. E aqueles pombos? Como ela conseguira reunir tantos em sua volta e por que eles a cercam?
Como se ouvisse os pensamentos de Roberto, a garota para a sua brincadeira, ficando estática, apoiada apenas sobre o seu pé direito, na casa três da amarelinha. Ela fica assim por segundos, tempo o bastante para incomodar Roberto, que sente o seu coração gelar. A garota percebeu a sua presença. Ele se sente invadido e invasor ao mesmo tempo.
Ainda em sua posição, de pé sobre o número três, ela aponta para outra janela à direita.
Ele põe a cabeça para fora do apartamento e vê, pouco mais à frente, a janela parcamente iluminada pela luz avistada quando estava lá em baixo, onde se encontra agora a garotinha. Seja qual for o motivo de sua vinda, ele está lá.
Roberto deixa a janela e entra à esquerda da sala de estar, no curto corredor de cinco metros, onde há três portas: porta à direita e duas à esquerda.
Roberto reconhece a estrutura da casa. Já namorou uma garota que vivia num desses apartamentos populares. Sabe que a porta da direita é do quarto de casal, um pouco maior que o quarto de solteiro que fica no fundo. A porta logo à esquerda é a do banheiro. Lembra-se de ter falado com sua ex-namorada mais de uma vez sobre o quanto esses apartamentos populares são mal-projetados.
Deixando-se levar pelas lembranças de sua ex-namorada, Roberto atravessa o corredor, passando inicialmente pelo banheiro fechado. Sentindo-se compelido a abrir a porta, sua mão avança contra a maçaneta. Ao abrir, encontra um ambiente extremamente úmido, tomado pelo lodo.
O vaso sanitário mostra crostas de lama e grandes borrões negros. A mesma composição era possível de se encontrar no chão daquele fétido lugar em larga escala e bem mais escura. O chuveiro fora arrancado, sobrando apenas um cano e fios saltados na parede.
Roberto arrisca chegar perto da pia, irreconhecível, pintada de verde musgo pela sujeira. Ele abre a torneira e vê um líquido pastoso, preto e fedorento sair, impregnando todo o ambiente.
Levantando a gola da camisa à altura do nariz, Sai do banheiro, fechando a porta, na tentativa de deixar o cheiro lá.
Recobrado, Roberto continua até o quarto à esquerda, o qual a menina apontara, o de solteiro. Mas ele para ao lado da porta do outro cômodo, intrigado com um artigo de decoração que lhe chama a atenção: um porta-retrato, contendo duas fotos, pendurado na parede suja de limo e fuligem. Examina cada uma das fotos bem próximo dos olhos, tentando compensar a fraca luz vinda do fim do corredor e procurando ver todos os detalhes de cada fotografia. Consegue-se ver muito pouco deles.
A primeira, ocupando metade da moldura, mostra um senhor negro aparentando quarenta anos rodando uma criança de mais ou menos seis anos pelos braços num ambiente murado, com piso frio de cores amarelas, enquanto o pequeno vestido mostra a calcinha de renda rosa da menina. Roberto nota, imediatamente, que está no apartamento da garota que vira brincando na área em frente ao prédio.
Na segunda foto, uma senhora negra, com seus aparentes trinta e poucos anos, segura um bolo de aniversário caseiro, coberto com glacê verde e velas 1 e 3 em seu topo.
As fotos, apesar de cobertas por fuligem, estão nitidamente melhores que os outros objetos, a não ser a coleção de pombos que Roberto avistara na sala. O que quer que tenha acontecido à casa, não foi tão severo com elas.
– Recordações de família – diz Roberto, olhando os retratos com uma ponta de sorriso.
Abruptamente, a porta do quarto de casal se abre com um ruído rápido e ameaçador, não dando tempo nem para sentir medo. Um homem, que lembra de forma vaga o senhor da foto, devido ao seu rosto e corpo desfigurados, põe a cabeça para fora da escuridão de seu quarto e olha para frente e em seguida para o lado, diretamente para Roberto.
Pedaços de sua camisa azul de tactel misturam-se à pele, mostrando o figurino usado quando morreu. Sua pele levemente tostada comprime-se a cada movimento de seu rosto, ameaçando cair caso ele faça algum um movimento brusco. Ele encara Roberto a uma distância curta o bastante para que o rapaz sinta o seu nauseante hálito de cadáver tostado. Com um movimento suave, leva a mão direita fechada, com o seu indicador apontado para o teto, em direção ao lugar onde há algo que vagamente lembra seus lábios.
– Shhhh!!! Quer acordar a menina?
Roberto acorda desesperado e ofegante. Ver-se em seu quarto, recebendo a luz do sol das nove horas no rosto, é um alívio. Usando apenas um calção de seda, dirige-se à porta de acesso ao restante de seu apartamento da Mata da Praia. Fechada, emperrada como a de seu pesadelo. Chega a pensar se não sonhou aquilo por causa daquela porta, mas esta não resiste a um belo puxão.
Ele consegue abrir a porta e anda pelo corredor, que parece ser mais longo do que de costume. Uma sensação que ele já tivera uma vez ou outra ao acordar.
Seu corredor, com um criado-mudo improvisado para colocar o telefone, uma mesinha e objetos decorativos, não recebe nenhuma iluminação natural. A luz depende de uma lâmpada no teto e de um abajur de bom gosto, com sua base toda em vidro e armação em papel amarelado, cuidadosamente colocado na mesinha no meio do percurso para tornar a caminhada de um bêbado de sono menos acidentada. Mas Roberto conhece bem o imóvel e tem como guia a pequena claridade no fim do corredor de sete metros, onde se encontra sua sala, abastecida de um pouco de luz do dia.
Pouco antes da sala, numa porta à direita em frente ao banheiro, fica o lugar onde Roberto passa a maior parte de seu tempo: seu escritório. É dali que ele tira o seu ganha-pão, roubando números de cartões de crédito e contas bancárias. É dali que ele invade sistemas de segurança por puro vandalismo e que bagunça computadores de infelizes usuários que deixam alguma porta de acesso aberta, facilitando o seu divertimento.
E é do corredor que ele se vê sentado em sua cadeira, dentro de seu escritório, sendo desviscerado por uma garota negra, extremamente magra, com partes de seu corpo em carne viva e outras tostadas, usando seus dedos aparentemente frágeis como punhais.
O chão do pequeno ambiente de trabalho encontra-se com mais sangue do que seu corpo poderia ter. Os cabelos da demoníaca garota encontram-se parcialmente derretidos por toda a cabeça. Seu vestido largo, como os usados em hospitais, encardido, pouco lembra a cor branca. Seu odioso rosto queimado tenta parecer mais amigável quando ela olha para Roberto e, por um segundo, parece achar estranho ver a sua vítima em dois lugares ao mesmo tempo.
E mesmo com resquícios de pele e carne tostada em seu rosto, a disforme garota arrisca um sorriso para a aterrorizada cópia de sua vítima no corredor, acompanhada de uma breve saudação.
– Olá!
Roberto acorda desesperado e ofegante.
Ver-se em seu quarto, recebendo a luz do sol das nove horas é motivo de temor.
– E se eu estiver sonhando novamente?
Usando apenas um calção de seda, dirige-se à estranhamente fechada porta de acesso ao restante de seu apartamento da Mata da Praia. Hesita em encostar-se à maçaneta da porta, arredondada com alguns detalhes, lembrando uma estátua romana, com receio de estar emperrada.
– E se eu estiver sonhando novamente? – repete, desesperado.
A porta se abre com uma pequena torção na maçaneta, feita por um Roberto que não sabe se o que acaba de fazer é loucura ou não.
Ele olha para o corredor de sete metros e nada acontece. Isso não é razão de alívio, pois o problema está em seu escritório.
Pé ante pé, anda desconfiado pelo corredor, sem a luz natural que invadia o quarto e sala, situada no final daquele apavorante e estreito pedaço de apartamento.
A cada passo em direção ao escritório, Roberto tateia a parede, procurando o interruptor de sua lâmpada no teto, na frágil esperança de que qualquer luz faria com que aquilo em seu apartamento desaparecesse.
Como se desconhecesse a sua própria casa, ele tropeça no criado-mudo, caindo por cima do abajur de vidro e levando-o com ele ao chão.
Apavorado, Roberto se apressa para sair daquela posição indefesa, com as costas escoradas na parede e uma mão no chão, apoiando-se para se levantar. A mão estacionada em sua barriga tenta acalentar a dor de seu encontro com o abajur e, olhando para a porta do escritório, prepara-se para algo de que não tem certeza.
Imagina que, talvez em virtude do barulho que fez, o demônio com quem sonhara sairá do cômodo num rompante e lhe arrancará as vísceras, como no seu sonho.
Ele fica naquela posição por aproximados dez segundos.
Nada.
Roberto toma coragem para chegar pelo menos até a porta do escritório, mas ainda não sabe o que fará se aquela criatura horrenda estiver lá, desviscerando-o. Seus dedos passam por uma estátua de bronze de um anjo que derrubara junto com o abajur e a pega. A escultura é pesada o bastante para nocautear uma pessoa e ele se sente ridiculamente mais seguro.
Cada passo torna-se uma tortura. O pequeno corredor pelo qual andou e tropeçou parece interminável. Ele quer apenas ter certeza do que encontrará lá. O que mais estaria em seu cantinho de trabalho a não ser a coleção de CDs com vídeos piratas extraídos da internet, um scanner, impressora, um imenso armário com revistas de informática, eróticas, quadrinhos, mesa levemente suja, a cadeira, palco de sua morte imaginária – apenas de sua cópia perfeita – e seu fiel computador? O que poderia esperar encontrar naquele quarto?
Ele chega à porta quase que escorregando para dentro dela, apertando a estátua de bronze como se pudesse amassá-la com os dedos. De olhos fechados e engolindo a saliva como se o sufocasse, Roberto reza para não encontrar nada por lá.
Ao abrir os olhos, vê seu escritório como deixou quando foi dormir: computador desligado, sala impecável.
– Nada. Graças a Deus. Ninguém morto, nenhum pingo de sangue! – diz o hacker, aliviado.
Roberto entra no cômodo e sente seu pé deslizar em algo viscoso, parecido com graxa. Olha para baixo e percebe que escorregara numa minúscula poça formada de sangue, provido pelo grande ferimento de sua barriga, causado pelo vidro quebrado do abajur.
Roberto solta a estátua de bronze e olha para o seu sangue, soltando um grito de desespero.



No Capítulo 3

– Ela vai adorar saber que você veio!
Roberto olha para Sônia e reconhece a mulher com seus trinta e tantos anos. É a mesma da foto do corredor.
– Ela quem? – diz, dirigindo-se a Sônia, ainda com certo espanto com a situação.
– A sua amiguinha, oras!


2 comentários:

arthur tavares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pandora disse...

só sei que agora esses capítulos fazem eu querer ainda mais que as sextas feiras cheguem logo.

o fato de a história se passar na minha cidade só torna tudo mais mágico *-*