1 de junho de 2013

TAFOFOBIA: O medo de ser enterrado vivo


George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos, morreu em 14 de dezembro de 1799. Foi enterrado quatro dias depois, em sua casa de campo em Virgínia, Mount Vernon. Embora existissem aqueles (se estivessem vivos para reclamar) que não gostavam desse tipo de atraso, Washington não tinha nenhum problema. O atraso era, em sua maioria, para que o antepassado americano recentemente falecido pudesse ser corretamente atendido. Entretanto, segundo diz a lenda, o último pedido de Washington, em seu leito de morte, foi que não o enterrassem antes de, pelo menos, dois dias depois que fosse declarado morto. Por quê? Porque George Washington temia ser enterrado vivo.
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Esses temores, lamentavelmente, tinham fundamento. Há rumores de que no século XIII, Juan Duns Scoto, um filósofo e teólogo muito respeitado, foi enterrado vivo. Segundo a história, seu corpo foi encontrado ao lado de seu caixão, com mãos e braços ensanguentados, provavelmente devido à luta para chegar ao exterior (a história é provavelmente um mito). Um livro sobre o tema, intitulado “Buried Alive”, conta a história de um açougueiro londrino chamado Lawrence Cawthorn, que, na década de 1660, ficou muito doente e foi “enterrado precipitadamente” por seu “malvado patrão”. Quando foram visitar seu túmulo, escutaram um grito abafado, que vinha do caixão e [...] encontraram marcas de arranhões nas paredes do mesmo. Quando Cawthorn foi desenterrado, já estava morto. Outro livro, intitulado “The Corpse: A History”, conta que em 1905, o empresário britânico William Tebb, carregava sobre seus ombros mais de 300 casos de enterros de pessoas vivas.


Para combater o medo, os fabricantes de caixões encontraram uma solução: “caixões seguros”. Populares ao final de 1700 e no século seguinte, o caixão seguro tinha uma espécie de vía para que as pessoas enterradas vivas por equívoco, pudessem pedir ajuda aos que estavam na superfície. Um exemplo típico era um tubo largo e um cordão, que estendia do caixão até a superfície. Na parte superior havia um sino, de modo que, uma pessoa erroneamente enterrada, podia puxar a corda e tocar o sino para que o salvassem. Outros métodos incluíam pirotecnia, bandeiras e inclusive “saídas de emergência”. Um dos primeiros incluía uma portinha com uma fechadura no interior do caixão, o corpo deveria ser enterrado com a chave dentro do bolso da calça.


Os caixões seguros realmente funcionaram? Provavelmente não, pois não existem exemplos conhecidos de alguém que tenha sido resgatado de um caixão seguro. Há, porém, alguns exemplos de alarme falso. Se, quando o corpo enterrado estava segurando a corda, a decomposição natural poderia fazer com que o cabo se soltasse e o sino tocasse. Para evitar “pequenos” movimentos e alarmes falsos, em 1897, um inventor russo criou um sistema que detectava os movimentos mais significativos e avisava que alguém havia sido enterrado vivo. O problema foi que durante um experimento, “enterraram” com vida um dos assistentes do inventor e o sistema fracassou. O assistente saiu ileso, mas a experiência fez com que o caixão não tivesse muitos compradores.


E hoje? Em pleno século XXI, ainda há casos de pessoas enterradas vivas? SIM! Existem muitos casos, mas geralmente em países muito pobres, que vivam sob algum tipo de ditadura ou em estado de guerra. Aliás, esses lugares sofrem com muitos tipos de problemas, ser enterrado vivo é só mais um entre tantos. No Brasil é muito raro acontecer, visto que a tecnologia empregada nos hospitais não permite que um corpo saia do necrotério para o túmulo sem ser confirmado o óbito. Contudo, nunca se sabe, vai que acontece algum tipo de imprevisto, que algo dá errado e quando você abre os olhos...


O escuro. A caixa apertada. O ar escasso. O terror.

Post by: Loucifre
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Bons Pesadelos...

21 comentários:

Luan Farias disse...

Parece muito com a Claustrofobia...mas é massa.

Jefferson Reis disse...

É doido, é?

bonbenjo disse...

mantenha calma e respire devagar...

Wallace da Cunha disse...

problema resolvido:

http://jesusmanero.blog.br/9-dicas-pra-sobreviver-caso-voce-seja-enterrado-vivo/

Isa disse...

Houve o caso da velhinha que foi posta na geladeira do necrotério após ser considerada morta, e quando a filha chegou para ver o corpo da mãe, descobriu que estava viva e pegou uma pneumonia grave! Morreu uns 2 dias depois...

Francisco Caio disse...

Me lembrou o filme Enterrado Vivo. Credo, deve ser muito horrível cara.

Jacque Rules disse...

muito bom o texto. quando assisti o filme (enterrado vivo) me senti num sufoco sem fim. é horrivel imaginar a sensação.

João Pedro disse...

medo, vc ja teve materia disso ja...ta ficando sem conteudo hein?

Mayara disse...

Essa coisa de ser enterrada viva nunca passou pela minha cabeça até assistir Buried (que aliás foi terrível de assistir... odiei). E essa parte fina do post, "e quando você abre os olhos... O escuro. A caixa apertada. O ar escasso. O terror." me deixou sem ar.

Dan Pery disse...

Só de ler a ultima parte "O escuro. A caixa apertada. O ar escasso. O terror" me deu falta de ar. oO'

lenia go stosa disse...

http://hollywoodgosssip.com/albuns-photos-0876523456

guuimolina disse...

Meu maior medo...

Sparda lost daughter disse...

Só eu tenho a impressão de ja ter lido sobre isso aqui?

Kol disse...

Conhecem a expressão "salvo pelo gongo"??
Pois é... ela vem desse negócio de ter o sino conectado a uma corda dentro do caixão... se a pessoa conseguisse se salvar, ela teria sido salva pelo gongo do sino ^^ haha

KARINA OLIVEIRA disse...

Tenho pavor disso tb! Ainda bem q existe a necropsia!

Marcelo disse...

Se não me engano, já foi falado aqui uma vez sobre links de sustos nos comentários...

SHUU disse...

Eu sei como é isso. Minha namorada se chama Beatriz. Ontem ela fez um bolo de morango aqui em casa e pediu para eu vigiar o preparo dele. Num momento eu abri o fogão para ver, ela me viu e perguntou: E ai, como o bolo está?
Eu respondi: ta fofo Bia.

Nilton Junior disse...

Quando eu era mais novo tinha MUITO medo disso. E é uma possibilidade que ainda me perturba.

Me lembro de ler um conto do Stephen King, que puts... Fiquei muito tenso! E tem essa pegada aí. O nome é: "Sala de Autópsia 4" do livro "Tudo é Eventual".

Crackerman disse...

Eu ainda tenho medo, beijos

Tsu disse...

O escritor Edgar Allan Poe retrata o desespero de ser enterrado vivo em um de seus contos. A narrativa é agonizante.
É para evitar esse tipo de coisa que as pessoas deveriam ser cremadas @_@

Cammy disse...

Quem quiser ler esse conto, é muito bom e complementa o assunto do post
https://docs.google.com/folder/d/0B5yH7ULhcDCFNXlzdUdVTXd1RWc/edit?pli=1&docId=0B5yH7ULhcDCFbVQ1d1F4XzB0QWM