6 de setembro de 2013

A CORRENTE Capítulo 13 - Estevão Ribeiro

Série A CORRENTE:
(Leia Antes: Prólogo, Capítulos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12)



Na verdade, parte de mim te passou a corrente. Uma parte que você não gostaria de conhecer, eu garanto. 

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Roberto corre de Plínio o máximo que pode, no meio da multidão esfomeada do centro da cidade ao meio dia. Os pontos do corte no abdômen estão se abrindo, e tem certeza de que se não encontrar ajuda logo não precisará mais fugir. Afinal, mortos não precisam de nada além de um lugar para cair.
Não é este o destino que deseja. Sua vontade de viver lhe fez encarar o demônio em forma de criança e sobreviver. Os limites humanos não são páreo para a força que encara o desconhecido. E este é o pensamento que lhe faz dar mais três passos em direção a um táxi, que encara como um oásis num deserto escaldante.
Seu plano é passar no banco, tirar todo o dinheiro que puder e sumir do mapa, esquecendo tudo o que passou neste maldito lugar. Porém, desmaia poucos segundos depois de entrar no carro.
Sem saber o que fazer com aquele incômodo instalado em seu veículo, o motorista tenta acordá-lo, sem êxito. Ao notar o sangramento do abdômen, não tem dúvidas e o leva para o pronto socorro Santo Antônio. Ali, o enfermo hacker recebe os primeiros socorros – depois de amargar duas horas no corredor sujo e lotado do lugar criado para salvar vidas. Depois de uma busca inútil, Plínio volta para a sua casa na Praia do Canto.
– Ingrid, voltei – anuncia, descontente.
– E aí? Encontrou o desgraçado? Conseguiu arrancar algo dele? Me diga! – pergunta Ingrid, apontando uma faca de cozinha para Plínio.
– Ei! O que você está fazendo? Larga essa faca, Ingrid! Vamos conversar! – Plínio caminha devagar na direção da garota com as mãos levantadas.
– Você encontrou o desgraçado?
– Sim, mas ele conseguiu fugir – afirma Plínio, abaixando os braços.
– Mentira! – ela aponta a faca na altura dos olhos dele. – Você deixou fugir! Vocês estão juntos nessa, não é? Vocês e esses seus truques de internet!
– Ei, ei,ei! Eu não estou nisso não! Por que eu faria isso, menina? Parei com esses lances de fritar máquinas dos outros!
Ela dá mais um passo à frente.
– Meus pais estão mortos! Um bicho nojento tentou me matar e ele conhecia Roberto! Você vai me dizer onde enfiou o seu amigo ou eu te mato!
– Ingrid, m-me escuta! Sou eu, Plínio! A gente “tá” junto! Você acha que eu ia fazer algo ruim com você?
Ingrid hesita. O que são as palavras de uma pessoa com quem ela convive há tão pouco tempo em relação às ameaças de sua mãe, que lhe acompanhara por toda a vida? Porém, sem alternativas e cansada, a garota abaixa a faca. Caminha devagar, sem ânimo, até Plínio, seu aparente porto seguro neste momento de incertezas.
– Me desculpa, Plínio! Eu não sei o que pensar. Meu pai se matou e mamãe queria me matar. Roberto é o único que pode me esclarecer isso.
Plínio a abraça, tomando-lhe a faca. A garota frágil se desmancha em lágrimas no seu peito, enquanto ele tenta extrair alguma informação. Ele não acredita em nada sobrenatural ou em demônios, então toda a história de Ingrid parece inverossímil.
– Tem certeza de que estamos falando do mesmo Roberto? Quero dizer, seja lá o que você viu, poderia estar falando de qualquer pessoa. Se bem que...
– Se bem o quê? – questiona Ingrid, tirando a cabeça do peito de Plínio num ato instantâneo, por reflexo.
Plínio se pergunta se fez bem em pensar alto. Uma vez começado, acha melhor concluir o raciocínio:
– Quando falei em você, ele respondeu citando o seu nick de internet, claramente alarmado.
– E depois?
– Depois... – Plínio faz uma pausa, achando que é tempo de deixar o assunto morrer. – Ele fugiu. Com certeza ele sabe de algo.
– Eu sabia!
Ingrid solta Plínio e começa a andar nervosa pela sala.
– O filho da puta está envolvido!
– Ingrid, olha, está muito difícil de acreditar nessa história.
– Mas é verdade, Plínio!
– Presta atenção e me escuta! Esse “bicho” que você viu disse mais alguma coisa além do nome do Roberto?
– Eu não me lembro... aconteceu tanta coisa.
– Você precisa se lembrar! Houve algo que ela te falou que te chamou a atenção?
– E-eu acho... Eu acho que ela falou... Não sei! A voz dela era horrível.
– Tenta lembrar, Ingrid! – Plínio é taxativo, encarando-a nos olhos.
– Acho que ela falou algo sobre um e-mail... – responde Ingrid, tentando não encará-lo.
– E-mail?
– É. Eu recebi um e-mail estranho hoje de manhã e não respondi, graças ao meu pai e... Ai, meu Deus!
Ingrid chora ao se lembrar do pai. Sentiu uma vontade imensa de vê-lo morto quando ele a feriu com o cinto. É o remorso que a faz cair nos braços de Plínio, lamentando não ter a chance de pedir perdão ao seu pai.
Ele a aconchega novamente no peito, ao mesmo tempo em que tenta entender como um e-mail pode ter algo a ver com aquela bizarra situação envolvendo os dois amigos.
Numa rua sem saída longe de estar deserta, Lídia se vê cercada por olhos curiosos que balbuciam coisas inteligíveis para uma pessoa atordoada. Um pequeno corte na cabeça foi o seu único prejuízo pela ousadia de promover um encontro entre o carro e a parede.
– A polícia está a caminho – diz uma senhora, ao se aproximar da janela quebrada do carro.
– Não! – responde Lídia ao se livrar com dificuldade do cinto de segurança. – E-eu não posso ficar aqui.
– É melhor não se mexer, garota! Você pode estar com algum osso quebrado.
Ignorando as observações da senhora, ela sai do carro, abrindo caminho entre a multidão, acompanhada de murmúrios de desconfiança e espanto. Sem saber para onde ir, liga para Ricardo, irmão de Roberto, na esperança de descobrir algo sobre o hacker.
– Alô.
– Ricardo?
– Sim?
– É a Lídia. Desculpe te incomodar, mas...
– Lídia? Nossa, que bom que você ligou! Seu namorado se meteu em problemas de novo e eu preciso trabalhar. Você tem como fazer um favor para mim, princesa?
– O quê? Roberto está aí?
– Não “tá”, não! O idiota se esforçou demais e abriu os pontos do ferimento! O cara foi parar no hospital Santo Antônio! Aquela latrina, sabe? Mas é de uma irresponsabilidade... Mas, ao contrário dele, eu tenho os meus deveres e não posso faltar. Você podia me dar uma assistência lá com ele?
– Claro! – afirma Lídia, nervosa, mas ao mesmo tempo aliviada ao saber da localização de Roberto. – Estou precisando ir ao hospital, mesmo!
Ao desligar o telefone, percebe que não tem dinheiro para ir até o hospital. Resolve fazer mais uma ligação.
Na casa de Plínio, o clima é de aparente calmaria. Ingrid dorme depois de um dia exaustivo enquanto seu ficante procura pela internet algo sobre o e-mail que Ingrid mencionou.
Ele vasculha a caixa de correio eletrônico da garota. Descobrir a sua senha é bem mais fácil do que achar algo que esclareça a atual situação em que se encontram.
Plínio explora pastas de Itens enviados e Itens excluídos, sem achar nada. Até que, de repente, uma mensagem aparece na Caixa de entrada. Traz na linha Assunto a frase “Você não encontrará nad...” . A frase está cortada, por ser mais longa do que o espaço destinado ao título. Isso atiça a curiosidade do hacker. A mensagem tem o nome da remetente, ainda desconhecida de Plínio:
Bruna.
Ao abrir o e-mail, Plínio não gosta do que lê:
Você não encontrará nada aqui para você, Plínio.
Esta frase é intimidadora o suficiente para o rapaz, fazendo secar sua garganta. Como alguém poderia saber que ele está explorando o e-mail de Ingrid? Tenta agir racionalmente, imaginando que um hacker o identificou e quis lhe aplicar um susto. Receoso, reúne forças para continuar lendo a mensagem.
Deixe a sua namoradinha com os problemas dela! Ela foi forte até agora, mas precisará ser ainda mais, pois é a próxima.
Nunca precisei deixar alguém que não me ajudou vivo. Ela que aproveite o tempinho que lhe resta, pois ainda hoje vai se encontrar comigo...
O texto que vem a seguir o deixa de cabelo em pé, pois parece falar-lhe diretamente, com uma intimidade que nunca sentiu:
Mas não fique nervoso...
Sua hora também não tarda! Tão logo eu terminar com a sua namorada e com um outrozinho, vou lhe fazer uma visitinha.
Lembranças ao Roberto,
Bruna.
Plínio fecha a janela do correio eletrônico pasmo. Sua respiração é de um maratonista em fim de competição. Ele olha para Ingrid e se pergunta como aquilo é possível. Não consegue identificar exatamente como, mas tudo está estranho demais.
Ele abre uma nova janela do buscador. Vai para um site de pesquisa e começa a associar palavras, em busca de respostas para aquela bizarra mensagem que recebera.
– Bruna+e-mail+spam. – dita Plínio enquanto digita.
Mil quinhentos e sessenta e dois resultados são encontrados. Plínio não achou que seria fácil encontrar algo sobre a remetente da mensagem, mas isso parece que vai demorar mais do que ele acha estar disposto a pesquisar.
Duas horas de procura improdutiva passadas, Plínio muda para o Google. Depois de digitar “Bruna” no espaço destinado à pesquisa, ele olha para Ingrid, deitada no sofá. A sala está meio escura, Plínio se distraiu e não viu a noite chegar. Ele fixa o olhar no rosto, em meio à penumbra das dezoito horas, e percebe que ela está de olhos abertos, exibindo um sorriso macabro.
O rapaz se assusta, mas consegue conter o grito espontâneo que quase soltou. E ao piscar os olhos, vê que ela ainda está dormindo.
Quando volta a olhar para o site de pesquisa, percebe que o nome Bruna está em vermelho, assim como um pequeno botão abaixo da palavra, escrito Estou com sorte!
Plínio clica no botão, que o leva para uma nova janela, num tom escuro de azul, que cobre toda a tela. Uma pequena bonequinha negra aparece, dançando em cima de uma barra vermelha que gradualmente era preenchida pela cor amarela.
– Está carregando – afirma o hacker, tentando se acalmar.
Plínio acompanha pacientemente os números. Enquanto a contagem vai de 0 a 100, tenta imaginar o que espera. As mãos suam e ele as aperta, estalando todas as suas articulações.
Com a barra carregada, um pequeno vídeo é aberto no centro da tela. Uma menina negra está sentada numa cama, num quarto mal iluminado. Ela olha diretamente para frente e parece estar vendo Plínio em sua casa, fazendo-o suar ainda mais.
Seu olhar nada tem de infantil e parece ser capaz de matar de medo.
– Se você está vendo esse vídeo, é por que lhe passaram a corrente, ou melhor, eu te passei uma corrente, mas não conseguiria chegar até você sem ter acesso ao seu endereço, e é aí que uma terceira pessoa entra. – diz a menina, levantando da cama.
– Jesus! – exclama Plínio, assustado com a garotinha. Sua fala era de uma adulta num corpo de criança. Seus olhos perdidos no tempo mostram que há muito não possuem vida. E ela fala como se proferisse uma sentença de morte. A sua própria.
– Na verdade, parte de mim te passou a corrente. Uma parte que você não gostaria de conhecer, eu garanto. Mas não quero falar disso. Eu preciso achar o seu amigo hacker. Você pode me ajudar?
Plínio fica prestando atenção sem saber o que fazer. Ele a encara e ela parece respondê-lo do mesmo modo. Ele espera que ela saia do silêncio e dê prosseguimento ao vídeo, pois está com medo, mas não menos curioso.
A garotinha se aproxima da tela, olha Plínio nos olhos e diz:
– Você vai me ajudar a encontrar o Roberto, Plínio?
– O quê?! – grita Plínio, aterrorizado com a pergunta. Ele afasta a cadeira para trás com o susto, mas o móvel não consegue acompanhar o movimento e prende no tapete, fazendo-o cair.
– Você tem que me ajudar, Plínio! Só assim conseguirá se salvar! – intima a garota no computador. O monitor começa a chacoalhar como se fosse a jaula de um animal faminto.
Plínio levanta e desliga o computador no botão, porém nada acontece. A máquina começa a derreter, exalando um odor de plástico queimado. Toda a confusão faz com que Ingrid acorde, desesperada. – O que está acontecendo?
Ela pula do sofá.
– Tem algo no meu computador! – grita Plínio, agachando-se desesperado em direção à tomada e conseguindo retirar o plugue com um forte puxão.
A máquina para de se mexer. Segundos depois, Plínio senta no chão, aliviado.
– Temos que ligar para a polícia. – diz Ingrid, já correndo em direção ao telefone.
– E dizer o quê? Eu não sei ao certo o que vi, Ingrid, mas com certeza ninguém acreditará se dissermos.
– Você tem ideia melhor?
O silêncio de Plínio mostra para Ingrid que ele era obrigado a concordar com ela. Sozinhos, eles não são páreo para o que estão enfrentando.
Hesitante, Ingrid repousa a mão sobre o telefone, olhando para Plínio. Espera algum sinal para fazer a ligação. O hacker a olha inseguro por alguns instantes e depois consente, inclinando um pouco a cabeça para baixo.
Quando a jovem ameaça tirar o aparelho do gancho, ele toca inesperadamente, fazendo ambos pularem de susto. Um segundo toque é ouvido. Ingrid tenta recobrar-se, levando a mão ao peito. Olha novamente para Plínio, esperando que ele cumpra o dever de atender o chamado, mas ele continua estático. Um terceiro toque é ouvido.
Não vendo outra solução, Ingrid leva a mão ao telefone e, levando-o rapidamente ao ouvido, fecha os olhos, esperando ouvir uma voz diabólica, amaldiçoando-a por toda a vida.
Porém, ao invés disso, ela ouve uma sequência de notas eletrônicas que demoram a ser codificadas pelo seu cérebro apavorado.
– É a cobrar.
– Não atenda. – afirma Plínio.
– Alô? – indaga Ingrid, contrariando a orientação recebida.
Silêncio.
– Com quem quer falar? – continua, sem obter resposta. – Se não falar, vou desligar, hein?
Mas a garota percebe que o silêncio não é total. É possível ouvir uma fraca respiração, som de carros passando, ruídos urbanos.
– Então? Vai falar ou não? – insiste, dando uma última chance ao misterioso indivíduo do outro lado da linha, que resolve romper o silêncio.
Ingrid ouve atentamente às primeiras palavras e as guarda para si por segundos. Depois, tapa com uma das mãos o fone e dirige-se a Plínio:
– É uma amiga sua. Você vai querer falar com ela?
– Não dá para falar com ninguém hoje, Ingrid! Temos um problemão nas mãos e...
– É a Lídia.
Imediatamente Plínio pensa em Roberto e corre até o telefone.
– Roberto! Com certeza ela sabe onde está o miserável! Alô? Lídia?
– Oi, Plínio! Olha, desculpe ter ligado a cobrar, mas está acontecendo tanta coisa comigo...
– Não esquenta com isso não, Líli. Diga em que posso ajudar que depois preciso de uma coisinha de você, também.
– Sério? O que é?
– Não, não. Primeiro você. Pode falar.
– É que estou com um problema com o Roberto. Ele tem agido de maneira estranha ultimamente. Aliás, não só ele, mas isso está me preocupando.
– O Roberto?
– É. Agora mesmo ele está no pronto-atendimento Santo Antônio com os pontos da barriga abertos, graças a umas coisas que aprontou. Eu também estou machucada. Tem algo estranho acontecendo, Plínio.
E com certeza Roberto tem culpa nisso.
– Onde você está? – questiona Plínio, sinalizando para que Ingrid pegue algo para escrever.
– Em Andorinhas.
– O que você está fazendo nesse mangue, Líli? – pergunta, surpreso.
– Só vou saber quando encontrar o Roberto.
No sexto andar de um apartamento em São Paulo, um rapaz de 19 anos escreve freneticamente, debruçado sobre o computador.
A decoração do quarto mostra suas preferências: máscaras estranhas penduradas, réplicas feitas de resina de extraterrestres em potes de maionese, pôsteres de filmes macabros e alguns CDs do Marlyn Manson espalhados pelo chão.
Jeremias é fascinado pelo bizarro.
Neste momento, está atualizando seu site de lendas urbanas, onde cataloga todas as histórias de mitos que circulam pela internet em forma de spam. Ele adora isso. Boa parte das histórias sobrenaturais disponíveis no site é de sua autoria – Jeremias se orgulha de ter criado correntes que se espalharam para diversos países, foram traduzidas para outros idiomas e acabaram em pelo menos um computador de cada nação do globo terrestre. Não há satisfação maior para ele do que receber uma de suas próprias correntes, mandada por uma pessoa completamente estranha, muitas vezes alterada, ou até mesmo com algum testemunho do remetente, dizendo o que aconteceu com ele.
Depois de algumas horas de trabalho, Jeremias, ou melhor, Jason13, como é conhecido pelos frequentadores de seu site, finaliza o expediente. Olha sua caixa postal, onde confere os resultados do seu esforço de disseminar o medo na rede. Há alguns meses, o movimento no site tem diminuído e ele tem recebido poucas mensagens, excetuando as corriqueiras, como as de anúncio de cigarros, estimulantes eróticos e pornografia. Ele ainda se reserva o direito de bloquear uma série de pessoas que lhe mandam coisas que não lhe interessam. É frustrante para alguém receber algo como “Você não está autorizado a mandar mensagens para este e-mail”. Talvez esse seja mais um dos motivos de muitos não gostarem de Jason13: ele só recebe mensagens de quem escolhe ou sobre as consequências de suas correntes.
– Ah! Uma finalmente! – fala Jeremias, ao ver a única nova mensagem, que tinha como remetente uma figura que teria muito para adicionar ao seu site de correntes. Na área destinada ao campo Assunto, pode-se ler “Passe esta mensagem para sete pessoas.”
– Bruna, Bruna... Será que eu conheço essa garota? – indaga-se clicando no e-mail.
A tela muda e a barra indica que a mensagem está sendo carregada. Segundos depois, Jeremias se depara com um texto que, salvo algumas pequenas modificações aqui e ali, ele já viu centenas de vezes. – Que falta de originalidade! – diz Jeremias, deletando a mensagem. Logo em seguida chega outra, ele a deleta da mesma forma. A terceira, porém, chega com a frase “Pare de apagar as minhas mensagens!” na linha Assunto.
Curioso, Jeremias abre o e-mail e passa os olhos rapidamente pelo texto.
– Oh! a menina vacilou. Mandou o e-mail antes de finalizá-lo, sem querer! – conclui, lendo o último parágrafo, para tentar descobrir o que a garota iria escrever.
Sei que você não acreditará nesta história, mas quando terminar de ler este texto, constatará a veracidade dela e se arrep
Assim que termina de ler o parágrafo inacabado, Jeremias sente a curiosidade aumentar e resolve voltar ao início do texto, para lê-lo com mais atenção. No entanto, quando fixa os olhos na primeira frase, sente gelo correr em suas veias. Logo ele, que costuma dar sustos em milhares de usuários com suas correntes, e que nunca achou que iria se assustar com um punhado de palavras inocentes montadas de forma intimidadoras:
Eu sabia que você ia acabar lendo esta mensagem, Jeremias. Você ganhou alguns segundos de vida.


No próximo capítulo...
– O que houve, Roberto? – indaga.
– Leda está lá fora!


Vocês podem comprar o livro por R$ 25,00 (já com frete) pelo e-mail vendas@ospassarinhos.com.br

2 comentários:

Karol Andrade disse...

Aaaaaaaaah curiosidade me matando ): Caraca Estevão você é muito bom no que faz.. Você outro livro de terror seu pra me indicar? Queria conhecer um pouco mais sobre suas obras (: Você é quase um gênio *---*

Yasmin Araujo disse...

Marilyn Manson*
Rs... Fascinada por ele também <3